Greve marcada para 9 e 10 de abril. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) convocou docentes da rede estadual para paralisação nesta quinta‑feira (9) e sexta‑feira (10) de abril de 2026.

Apeoesp representa mais de 50 mil educadores da rede pública paulista. Fundado em 1971, o sindicato reúne professores, técnicos e auxiliares que atuam em escolas estaduais, colégios e unidades de Educação de Jovens e Adultos (EJA).
A principal reivindicação é o reajuste do piso nacional do salário base. Além do piso, a categoria pede aumento de vencimentos para concursados, ampliação de turmas noturnas da EJA e melhorias na atenção a estudantes com deficiência.
Quais são as demandas da categoria?
Reajuste do piso salarial, aumento de vencimentos e ampliação de vagas noturnas. O pedido inclui a atualização do piso nacional, a criação de um adicional para professores concursados e a abertura de novas classes no período noturno para a EJA.
O sindicato se opõe ao PL 1316/2025, que propõe reforma da carreira docente. A proposta, enviada pelo governador Tarcísio de Freitas, altera critérios de progressão e pode impactar a estabilidade dos docentes.
A assembleia será realizada no vão do MASP, a partir das 16h (horário de Brasília). A professora Bebel (PT), primeira presidenta licenciada da Apeoesp, anunciou o encontro nas redes sociais para discutir estratégias e buscar apoio da sociedade.
Qual a posição do governo estadual?
Até o momento, o governo estadual não emitiu pronunciamento oficial. A Secretaria de Educação ainda não respondeu ao convite para negociação, embora a última revisão salarial, concluída em 2023, tenha garantido aumento de 5,2% ao piso estadual.
A paralisação pode afetar mais de 1,2 milhão de estudantes da rede estadual. O fechamento de salas de aula pode interromper o calendário letivo, especialmente nas escolas que oferecem ensino regular e programas de EJA.
Quais são os possíveis desdobramentos?
- Suspensão de aulas em todas as unidades da rede pública;
- Reagendamento de avaliações e provas finais;
- Pressão sobre a Secretaria de Educação para abrir mesa de negociação;
- Possível intervenção de órgãos federais caso a greve comprometa serviços essenciais.
A partir de agora, o sindicato busca diálogo com a Secretaria de Educação. Caso não haja acordo até o fim da paralisação, a Apeoesp pode ampliar a mobilização com manifestações públicas.
A Constituição Federal garante o direito de greve, porém exige manutenção de serviços essenciais. A legislação (Lei nº 7.783/89) permite a paralisação, mas impõe que o atendimento a alunos com necessidades especiais seja preservado.
Conclusão
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