Argentina venceu a Mauritânia por 2 a 1 em amistoso, mas a vitória foi recebida como "sem brilho" pelos principais jornais locais. O duelo, realizado em 28/03/2026, levantou dúvidas sobre a forma da Albiceleste rumo à Copa do Mundo.

A equipe iniciou o confronto com o esquema 4‑3‑3, buscando controle de bola e ataque vertical. O técnico Scaloni optou por escalar Di María, Lautaro e Álvarez como ponta, enquanto Messi ficou no banco no primeiro tempo.
No primeiro tempo, a Argentina dominou com 58 % de posse e oito finalizações, converte‑las em dois gols. A vantagem de 2‑0 parecia garantir um desempenho confortável, mas a estatística de passes completados (84 %) não traduziu pressão efetiva.

O que dizem os críticos?
Os analistas de imprensa apontam falta de intensidade e apatia tática na segunda etapa. O El Gráfico rotulou a atuação como "apática", enquanto o Olé alertou que "na Copa do Mundo os adversários não serão tão complacentes".
Resumo das críticas dos principais veículos:
- El Gráfico: "Começou o jogo no banco de reservas e entrou no 2º tempo, embora não tenha conseguido apresentar seus habituais lances de genialidade."
- Olé: "Argentina sem brilho – alerta de que a falta de agressividade pode ser fatal na fase eliminatória."
- La Nación: "Questiona a real capacidade da seleção de Scaloni a menos de 50 dias da Copa."
Messi entrou apenas no intervalo, mas não conseguiu mudar o ritmo da partida. Seu toque foi limitado a duas passes curtos e uma tentativa de drible que não gerou perigo real.
Como a falta de brilho pode custar na Copa?
Comparado a rivais como Brasil e França, a Albiceleste apresentou 1,2 gols por jogo nos últimos cinco amistosos, abaixo da média de 1,8. Na tabela de amistosos internacionais, a Argentina ocupa a 4ª posição, enquanto o Brasil lidera com 3,2 gols marcados.
Taticamente, a equipe perdeu a pressão alta no segundo tempo, permitindo que a Mauritânia dominasse a zona de meio‑campo. O número de intercepções caiu de 12 no primeiro período para 4 nos últimos 30 minutos.
Especialistas como o ex‑jogador Juan Pablo Sorín destacam a necessidade de melhorar a transição ofensiva. "Sem velocidade na saída de bola, o time se torna previsível e vulnerável."
O que acontece agora?
Scaloni tem dois amistosos restantes antes da estreia na Copa: contra Bolívia (15/04) e contra Chile (22/04). Esses confrontos serão decisivos para ajustar a formação e testar alternativas no meio‑campo.
Espera‑se que o técnico experimente o 4‑2‑3‑1, reforçando a dupla de volantes para recuperar a disciplina defensiva. Treinos focados em pressão coletiva e finalizações rápidas estão programados para a próxima semana.
Torcedores e imprensa permanecem atentos, exigindo respostas rápidas antes da fase de grupos mundialista. A pressão aumenta, e cada detalhe será analisado nas próximas semanas.

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