A missão Artemis 2, primeira viagem tripulada ao redor da Lua desde 1972, enviou à Terra imagens de alta resolução que revelam, a cerca de 160 mil km, diversas cidades brasileiras e mundiais.
Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen levaram a bordo GoPros, iPhones e câmeras Nikon, equipadas para capturar a superfície terrestre em detalhes surpreendentes.

Com sensores de 20 megapixels e lentes de longo alcance, as fotografias foram obtidas a partir da órbita translunar, permitindo distinguir áreas urbanas de tamanho médio.
Quais cidades foram identificadas nas fotos?

Especialistas em georreferenciamento compararam as imagens com bases cartográficas, confirmando a presença de marcos urbanos reconhecíveis.
No território brasileiro, foram destacadas São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília, cujas formas de costa e iluminação noturna são distintas.
Do lado internacional, apareceram Nova York, Londres, Tóquio e Sydney, ilustrando a abrangência global das capturas.
- São Paulo – região metropolitana com padrão de iluminação em cruz.
- Rio de Janeiro – destaque para a Baía de Guanabara.
- Salvador – contorno costeiro em forma de "C".
- Brasília – layout em cruz com áreas verdes ao redor.
- Nova York – aglomerado de luzes ao redor da ilha de Manhattan.
- Londres – zona de luzes ao longo do rio Tâmisa.
- Tóquio – brilho intenso da região de Shinjuku.
- Sydney – forma da baía de Port Jackson.
Como as imagens são analisadas pelos cientistas?
Os analistas utilizam softwares de processamento remoto que alinham as fotos com modelos digitais de elevação, garantindo precisão de até 500 metros na localização das cidades.
Essas técnicas de observação terrestre auxiliam no monitoramento de mudanças urbanas, como expansão de áreas impermeáveis e crescimento populacional.
A colaboração entre a NASA, institutos de geociências e universidades brasileiras fortalece a capacidade de detecção precoce de desastres naturais, como enchentes e incêndios.
Qual o impacto cultural e educacional dessas imagens?
Ao divulgar as fotos nas redes sociais, a missão desperta curiosidade e orgulho nacional, mostrando que "o Brasil está lá em cima", visível para quem está no espaço.
Professores de ciências e geografia já incorporam as imagens em aulas, usando-as como recurso para explicar órbita, iluminação solar e geopolítica visual.
Além do engajamento público, as imagens reforçam a importância da exploração lunar como ferramenta de observação planetária.
O que acontece agora com a Artemis 2?
Após a circunavegação lunar concluída em 6 de abril, a cápsula Orion inicia a trajetória de retorno, com amerissagem prevista para 10 de abril, às 21h07, no Pacífico próximo a San Diego.
Os dados coletados, incluindo as fotos da Terra, serão arquivados e analisados por equipes internacionais, preparando o terreno para a próxima missão Artemis 3, que pretende pousar astronautas na superfície lunar.

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