NASA destina cerca de US$ 100 bilhões à missão Artemis II, a primeira tentativa de retorno tripulado à órbita lunar em mais de cinco décadas. O lançamento está marcado para 1º de abril de 2026, com o foguete Space Launch System (SLS) pronto para levar os astronautas à Lua.

O orçamento total do programa Artemis ultrapassa US$ 93 bilhões, segundo auditoria do Office of Inspector General. O valor inclui desenvolvimento do SLS, da cápsula Orion e da infraestrutura de lançamento, com US$ 40 bilhões já gastos até 2020 e mais US$ 53 bilhões previstos até 2025.

Em comparação, o programa Apollo custou, ajustado à inflação, entre US$ 150 e 170 bilhões. Embora o custo nominal do Artemis seja cinco vezes maior que o das missões Apollo, o investimento real permanece inferior ao gasto histórico da corrida lunar.

Como o Artemis II se diferencia da Apollo?

Artemis II não pousará na superfície lunar, mas realizará a primeira órbita tripulada em torno do satélite em 50 anos. A missão servirá de teste para sistemas críticos antes das futuras alunissagens previstas para 2030.

O SLS, o veículo lançador mais potente já construído, será acoplado à cápsula Orion, projetada para suportar longas estadias no espaço profundo. Ambos os componentes incorporam materiais compósitos avançados e sistemas de propulsão reutilizáveis.

Principais números financeiros do programa Artemis:

  • US$ 40 bi já investidos até 2020;
  • US$ 53 bi previstos para 2021‑2025;
  • US$ 8,3 bi solicitados ao Congresso apenas para 2026;
  • Orçamento total estimado em torno de US$ 100 bi até o final da missão Artemis IV.

Chronologia resumida das missões Artemis:

  • Artemis I – teste não tripulado (2022);
  • Artemis II – voo tripulado em órbita lunar (abril 2026);
  • Artemis III – pouso lunar com astronautas (2028‑2029);
  • Artemis IV – missão de longo prazo até 2030.

Quais são os objetivos científicos da Artemis II?

A missão visa validar experimentos de microgravidade e coletar dados sobre radiação espacial. Esses estudos são essenciais para planejar estadias mais longas em Marte.

Os astronautas Victor Glover e Christina Koch representarão a primeira mulher e o primeiro homem negro a orbitar a Lua. A diversidade da equipe reforça o compromisso da NASA com inclusão e inspiração global.

As tecnologias desenvolvidas – como sensores de superfície lunar e sistemas de energia solar de alta eficiência – terão aplicações diretas na indústria terrestre. Espera‑se que elas impulsionem setores como telecomunicações, medicina e energia renovável.

Entretanto, o alto custo gera debates no Congresso e entre contribuintes. Críticos apontam para possíveis atrasos e a necessidade de transparência na alocação dos recursos.

Com o lançamento programado para 1º de abril, a NASA iniciará a fase de testes finais dos sistemas de navegação e comunicação. Se tudo correr como esperado, a missão abrirá caminho para o pouso tripulado da Artemis III dentro de dois anos.

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