Em uma sessão extraordinária, a Câmara Legislativa do Distrito Federal convocou o presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, para prestar esclarecimentos sobre o rombo que compromete a saúde financeira da instituição.
O Banco de Brasília, banco estatal que atua como principal agente de crédito para o governo do DF, enfrenta uma crise de liquidez após a tentativa frustrada de adquirir o Banco Master.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou a convocação depois que o dirigente do BRB e o secretário adjunto de Economia, Daniel Izaías de Carvalho, faltaram à audiência pública marcada para 7 de abril.
Por que a ausência dos executivos gerou a convocação?
Os dois tinham sido chamados a convite, após prometerem comparecer espontaneamente para explicar a operação malsucedida e as medidas de governança adotadas.
Nelson Antônio de Souza, presidente do BRB, é responsável pela estratégia de expansão e pela gestão de risco da instituição financeira.
Daniel Izaías, secretário adjunto de Economia, coordena as políticas fiscais que influenciam diretamente o financiamento do banco estatal.
Qual o histórico da aquisição que levou ao rombo?
A tentativa de compra do Banco Master, anunciada em janeiro de 2026, visava ampliar a carteira de crédito do BRB, mas encontrou obstáculos regulatórios e falta de capital.
Especialistas apontam que a operação carecia de due diligence adequada, o que acabou gerando um déficit de cerca de R$ 1,2 bilhão nas contas do BRB.
O erro de avaliação de ativos e a ausência de garantias robustas aumentaram a exposição do banco a perdas inesperadas.
Quais são as repercussões políticas desse impasse?
A falta de comparecimento também afetou a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Crime Organizado, que esperava o depoimento do ex-governador Ibaneis Rocha.
Na CPMI, a ausência de Rocha, já citada por não comparecer a duas reuniões anteriores, reforça a percepção de impunidade e falta de transparência no governo distrital.
Analistas políticos alertam que a situação pode gerar pressões para a destituição de gestores e até a abertura de processo de responsabilização civil.
O que acontece agora? A CCJ fixou nova data para a audiência, que deverá ocorrer ainda nesta semana, com possibilidade de aplicação de multas por descumprimento de convocações.
- Data da convocação: 07/04/2026
- Data da nova audiência: a definir (prevista para esta semana)
- Cargos envolvidos: Presidente do BRB, Secretário adjunto de Economia, Ex-governador Ibaneis Rocha
- Valor do rombo estimado: R$ 1,2 bilhão
Compartilhe essa notícia no WhatsApp com seus amigos.
Discussão