O uso de uma lâmina facial pela influenciadora digital Virginia Fonseca, compartilhado em suas redes sociais, reacendeu o interesse no dermaplaning, um procedimento estético que promete uma pele mais lisa e luminosa. Apesar da popularidade crescente, especialistas alertam que a prática pode trazer riscos, especialmente quando realizada sem a supervisão de um profissional qualificado.
O que é o dermaplaning?
O dermaplaning é um método de esfoliação física que utiliza uma lâmina para remover camadas superficiais de células mortas da pele, além de pelos finos, conhecidos como "penugem". Este procedimento é frequentemente promovido como uma técnica para melhorar a textura da pele, aumentar a luminosidade e facilitar a aplicação de maquiagem.
Segundo a dermatologista Carla Vidal, o procedimento pode oferecer resultados visíveis e imediatos, proporcionando uma aparência mais uniforme e radiante. No entanto, é essencial que seja realizado por profissionais capacitados para evitar complicações.
Como o dermaplaning funciona?
Durante o procedimento, uma lâmina é passada suavemente sobre a superfície da pele em um ângulo controlado. Isso permite a remoção das células mortas acumuladas na epiderme e também dos pelos finos. De acordo com especialistas, essa técnica pode ser benéfica para melhorar a textura da pele e potencializar a absorção de produtos tópicos.
No entanto, é importante ressaltar que o dermaplaning não altera a estrutura ou o crescimento dos pelos. A impressão de que os pelos crescem mais grossos ou escuros após a raspagem é um mito, já que o corte da lâmina apenas modifica a forma da ponta do pelo, deixando-a mais perceptível ao toque e à visão.
Quais os benefícios do dermaplaning?
- Melhora temporária da textura e luminosidade da pele.
- Remoção de células mortas e uniformização da superfície cutânea.
- Facilidade na aplicação de maquiagem e aumento na eficácia de alguns produtos tópicos.
Entretanto, especialistas apontam que o dermaplaning deve ser considerado um complemento a outros tratamentos dermatológicos, e não uma solução completa para problemas como melasma, rugas ou acne.
Riscos e contraindicações
Embora o dermaplaning seja seguro quando realizado corretamente, ele não é indicado para todos os tipos de pele. Pessoas com acne inflamatória, rosácea ativa, dermatites ou sensibilidades cutâneas devem evitar o procedimento, pois a lâmina pode agravar inflamações e lesões.
Além disso, o uso inadequado da técnica, especialmente em casa, pode levar a complicações como cortes, infecções, irritações e até manchas na pele. O excesso de sessões também pode comprometer a barreira protetora da pele, aumentando a sensibilidade e o risco de danos.
Dermaplaning em casa: por que é arriscado?
O conteúdo viralizado nas redes sociais comumente mostra o dermaplaning como um procedimento simples e rápido, realizado com lâminas de barbear adquiridas em farmácias ou lojas de cosméticos. No entanto, a dermatologista Carla Vidal explica que essa prática doméstica pode trazer sérios riscos, como:
- Cortes acidentais que podem causar cicatrizes.
- Infecções devido à falta de esterilização adequada das lâminas.
- Agravamento de condições pré-existentes, como acne ou rosácea.
- Manchas e hiperpigmentação em caso de exposição solar sem proteção após o procedimento.
Cuidados antes e depois do procedimento
Para minimizar os riscos associados ao dermaplaning, é fundamental seguir uma série de cuidados antes e depois do procedimento:
- Evitar exposição solar intensa nos dias que antecedem e sucedem o procedimento.
- Aplicar protetor solar com FPS alto diariamente após a sessão.
- Não utilizar a lâmina sobre áreas inflamadas, irritadas ou lesionadas.
- Garantir que a pele esteja limpa e que os instrumentos sejam esterilizados adequadamente.
Dermaplaning é para todos?
A resposta é não. O dermaplaning precisa ser personalizado e considerado dentro de um contexto clínico mais amplo. Nem todos os tipos de pele se beneficiam do procedimento, especialmente aqueles mais sensíveis ou com condições dermatológicas específicas.
A avaliação por um dermatologista é crucial para determinar se a técnica é indicada, além de garantir que seja realizada com segurança e eficácia.
O impacto das redes sociais
Com o crescimento de plataformas como Instagram e TikTok, procedimentos estéticos como o dermaplaning têm ganhado cada vez mais visibilidade. Vídeos curtos e tutoriais podem passar a falsa impressão de que essas técnicas são simples e seguras para todos, o que nem sempre reflete a realidade.
Para evitar complicações, é indispensável que os usuários busquem informações confiáveis e evitem se deixar levar por tendências sem embasamento científico.
A Visão do Especialista
O dermaplaning, quando indicado e realizado por um profissional qualificado, pode ser um aliado na busca por uma pele mais uniforme e radiante. No entanto, é fundamental entender que ele não é uma solução universal para problemas dermatológicos e que seus resultados são temporários.
Antes de seguir tendências nas redes sociais, é essencial consultar um dermatologista. Apenas um especialista poderá avaliar as características individuais da pele e indicar o melhor tratamento para cada caso, garantindo segurança e eficácia.
Compartilhe essa reportagem com seus amigos para que mais pessoas conheçam os cuidados necessários ao considerar o dermaplaning como parte da rotina de cuidados com a pele.
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