Hugo Motta definiu um cronograma acelerado para a PEC 6x1, prometendo votação no plenário ainda em maio. O presidente da Câmara dos Deputados anunciou, em 17/04/2026, a criação de um rito próprio que ignora o PL de urgência enviado pelo Executivo.

Desde 2019, a redução da jornada de trabalho tem sido pauta recorrente no Congresso. Propostas anteriores falharam por falta de consenso entre governo, oposição e bancada trabalhista, o que torna o atual impulso legislativo particularmente relevante.

Hugo Motta (Republicanos‑PB) assumiu a liderança ao rejeitar o procedimento padrão para o PL do governo. Sua decisão foi fundamentada na necessidade de "previsibilidade" e "amplo espaço de participação", conforme declarou em coletiva de imprensa.

Cronologia oficial da PEC 6x1

  • 16/04/2026 – Solicitação de vista coletivo na CCJ por lideranças do PL e PSDB.
  • 17/04/2026 – Hugo Motta convoca sessões extraordinárias até sexta‑feira.
  • 22/04/2026 – Votação da PEC na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
  • 27/04/2026 – Análise na Comissão Especial de Mérito.
  • Final de maio/começo de junho – Votação em plenário.

As sessões extraordinárias até 17/04 visam garantir tempo suficiente para a análise detalhada da proposta. O presidente da Casa convocou duas reuniões adicionais para atender ao pedido de vista da oposição.

A votação na CCJ está marcada para 22/04, com parecer favorável já emitido pelo relator Paulo Azi (União‑BA). O deputado atestou a constitucionalidade da redução da jornada de 44 para 36 horas semanais em até 10 anos.

Após a aprovação na CCJ, a PEC seguirá para a Comissão Especial, responsável por debater o mérito da medida. Hugo Motta informou que só indicará presidente e relator do colegiado após a aprovação nessa fase.

Comparativo entre PL do Executivo e PEC 6x1

AspectoPL do GovernoPEC 6x1
Jornada mínima5 dias, 40 horas36 horas semanais (flexível)
Prazo de implementaçãoAté 45 diasAté 10 anos
Origem legislativaProjeto de Lei (urgência)Emenda à Constituição

O mercado de trabalho acompanha o debate com cautela, temendo impactos na produtividade e nos custos operacionais. Sindicatos alertam para a necessidade de negociação coletiva que respeite a diversidade setorial.

Especialistas em direito constitucional destacam que a PEC traz maior margem de negociação que o PL executivo. O jurista Carlos Alberto (FGV) afirma que a proposta "equilibra a proteção ao trabalhador e a flexibilidade para o empregador".

A oposição, representada principalmente pelo PSDB, pediu mais tempo para analisar o texto, mas aceita o calendário proposto. A estratégia de Hugo Motta busca evitar bloqueios e acelerar a tramitação.

A Visão do Especialista

Analistas políticos preveem que a aprovação da PEC 6x1 pode redefinir o debate sobre jornada de trabalho no Brasil. Caso o texto seja aprovado antes do PL, o Executivo poderá precisar renegociar seus parâmetros, influenciando futuras reformas trabalhistas e a agenda legislativa de 2026.

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