Uma família foi libertada após mais de 30 horas de cárcere privado na zona rural de Capão do Leão, no Sul do Rio Grande do Sul. O resgate ocorreu na manhã de 28/03/2026, graças à ação conjunta da Draco e do 4º BPM.
O caso ganhou destaque nos noticiários regionais ao revelar que as vítimas eram parentes ligados a uma rede de farmácias local.
Os reféns consistiam em um homem de 45 anos e duas mulheres, de 63 e 45 anos, que foram rendidos na noite de quarta‑feira e mantidos em um sítio isolado.
Como se deu o sequestro?
Os criminosos invadiram a residência da família e a mantiveram sob vigilância armada. Eles amarraram as mãos das vítimas, as amordacaram e as mantiveram em um galpão improvisado.
Durante o período de retenção, os sequestradores exigiram transferências bancárias sob ameaça de morte, usando armas de fogo como garantia.
Além das extorsões financeiras, os assaltantes levaram objetos de valor e pertences pessoais da casa.
Quem são os suspeitos?
Investigações apontam a participação de, no mínimo, seis homens no crime organizado. Nenhum deles foi capturado no momento do resgate.
- Perfil: indivíduos de 25 a 38 anos, com histórico de crimes contra patrimônio.
- Motivo: extorsão e roubo de bens, possivelmente ligados a disputas internas da rede de farmácias.
- Fuga: escaparam antes da chegada da polícia, deixando o local sem deixar rastros.
Uma denúncia anônima direcionou as forças de segurança ao local, permitindo a operação rápida e o salvamento das vítimas.
Qual o histórico de violência na região?
Capão do Leão tem registrado um aumento de ocorrências envolvendo grupos criminosos nas áreas rurais. Nos últimos dois anos, casos de sequestro e roubo de propriedades cresceram 18%.
- 2024: 12 casos de cárcere privado.
- 2025: 15 casos, com destaque para crimes contra comerciantes.
- 2026 (até março): 7 casos, incluindo o atual.
Esse cenário tem gerado preocupação entre moradores, que temem pela segurança nas estradas e nas propriedades agrícolas.
Quais são as consequências jurídicas?
As vítimas foram encaminhadas ao hospital e prestaram depoimentos que servirão como base para a investigação. A polícia civil abriu inquérito para tipificar sequestro, extorsão e roubo qualificado.
Os suspeitos poderão ser acusados de crime organizado, com penas que podem ultrapassar 20 anos de reclusão, conforme o Código Penal.
O que acontece agora?
As autoridades continuam a buscar os autores, analisando imagens de câmeras de segurança e rastreando as transações bancárias forçadas. A Draco mantém operações de inteligência na região.
Enquanto isso, a família está recebendo apoio psicológico e avaliando os danos financeiros decorrentes das transferências indevidas.
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