Pesquisa divulgada pela Genial/Quaest em 27 de abril de 2026 aponta o senador Sergio Moro (PL) como líder na corrida pelo governo do Paraná, com 35% das intenções de voto. O deputado estadual Requião Filho (PDT), filho do ex-governador Roberto Requião, aparece em segundo lugar com 18% das preferências. O levantamento foi realizado entre os dias 21 e 25 de abril, abrangendo 1.104 eleitores paranaenses com 16 anos ou mais.

A configuração da disputa ao governo do Paraná

Além de Sergio Moro e Requião Filho, outros nomes figuram na pesquisa. Rafael Greca (MDB), ex-prefeito de Curitiba, acumula 15% das intenções de voto, enquanto Sandro Alex (PSD), indicado pelo atual governador Ratinho Junior, registra 5%. Luiz França (Missão) e Tony Garcia (DC) marcam 1% cada.

O levantamento apresenta uma margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e está registrado na Justiça Eleitoral sob o código PR-02588/2026.

Cenários alternativos e projeções

A pesquisa testou um cenário alternativo excluindo Rafael Greca e Tony Garcia da disputa. Nesse caso, Sergio Moro amplia sua liderança, alcançando 42% das intenções de voto, enquanto Requião Filho sobe para 24%. Sandro Alex e Luiz França registram 6% e 2%, respectivamente.

No segundo turno, Moro também lidera em todos os cenários simulados. Contra Requião Filho, ele alcança 49% das intenções de voto, enquanto o adversário soma 30%. Em uma disputa direta com Rafael Greca, Moro registra 44% frente aos 29% do ex-prefeito. Contra Sandro Alex, sua liderança é ainda maior, com 51% contra 15%.

A disputa pelo Senado no Paraná

O levantamento também analisa a corrida ao Senado no estado, que terá dois senadores eleitos em 2026. Alvaro Dias (MDB), ex-governador do Paraná, lidera com 16% das intenções de voto, seguido por Deltan Dallagnol (Novo), que registra 13%. Ambos estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro.

Outros nomes que aparecem na pesquisa incluem Filipe Barros (PL), Alexandre Curi (Republicanos) e Gleisi Hoffmann (PT), cada um com 10%. Cristina Graeml (PSD) tem 4%, Pedro Lupion (Republicanos) marca 2%, e Luiz Carlos Hauly (Podemos) aparece com 1%.

Contexto político e histórico

A pré-campanha no Paraná tem sido marcada por movimentações estratégicas e rupturas políticas. Sergio Moro, ex-juiz da Operação Lava Jato, consolidou sua aliança com o PL e o presidenciável Flávio Bolsonaro após deixar o União Brasil, onde enfrentava resistência interna. Essa mudança foi vista como um passo crucial para fortalecer sua posição política.

Por outro lado, o atual governador Ratinho Junior, que inicialmente cogitava disputar a Presidência da República, optou por priorizar sua sucessão no estado e escolheu Sandro Alex como candidato. Rafael Greca, antigo aliado de Ratinho, migrou para o MDB ao perceber que não teria o apoio do governador.

Popularidade do governo Ratinho Junior

O levantamento também avalia a gestão de Ratinho Junior, que apresenta uma alta aprovação no estado. Cerca de 80% dos entrevistados aprovam o governo, enquanto apenas 13% o desaprovam. Os que consideram a gestão positiva somam 70%, 21% classificam como regular e 6% veem o governo como negativo.

Esses números indicam uma base sólida de apoio ao atual governador, o que pode impactar diretamente a performance de Sandro Alex, seu indicado na disputa pelo governo estadual.

Repercussões e desdobramentos

Os resultados da pesquisa Genial/Quaest devem influenciar os próximos passos das campanhas dos candidatos. A liderança de Sergio Moro reflete sua força política no estado, especialmente devido ao histórico como juiz da Lava Jato, que o tornou uma figura de destaque nacional.

Requião Filho, por sua vez, tenta se posicionar como uma alternativa ao bolsonarismo e ao grupo político de Ratinho Junior, buscando capitalizar o legado de seu pai, Roberto Requião. O desempenho do candidato pode ser decisivo para consolidar um bloco de oposição.

A Visão do Especialista

Analistas políticos avaliam que a disputa pelo governo do Paraná em 2026 será marcada pela polarização entre Sergio Moro e Requião Filho, com os demais candidatos desempenhando papéis secundários. O cenário reflete o atual tensionamento político no Brasil, onde figuras com forte apelo nacional têm ganhado espaço em disputas regionais.

Para Moro, a liderança nas pesquisas é um indicativo de sua capacidade de atrair tanto eleitores bolsonaristas quanto aqueles que ainda o veem como símbolo do combate à corrupção. No entanto, sua relação instável com o grupo do presidente Jair Bolsonaro pode representar desafios futuros.

Por outro lado, Requião Filho precisa intensificar sua campanha para reduzir a diferença em relação ao líder. Sua estratégia deverá incluir a mobilização de eleitores insatisfeitos com o atual governo ou desconfiados de Moro.

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