A mãe iraniana Mohaddeseh Fallahat, que perdeu dois filhos no bombardeio da escola de Minab, recordou a última frase das crianças durante a sessão de emergência do Conselho de Direitos Humanos da ONU, nesta sexta‑feira (27).

O ataque aéreo atingiu a escola em Minab, no sul do Irã, no primeiro dia da ofensiva conjunta dos Estados Unidos e Israel, deixando cerca de 175 mortos, entre crianças e professores.

Fallahat descreveu o vazio deixado pelos filhos Amin e Mehdi, que ao sair de casa pediram que a mãe fosse buscá‑los depois da aula, frase que ecoa "mil vezes" em sua memória.

Qual foi a reação da comunidade internacional?

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, acusou os Estados Unidos e Israel de praticar genocídio e exigiu que a ONU condene os dois países pelo bombardeio.

Os Estados Unidos não apresentaram representante na sessão, evitando responder diretamente às acusações formuladas pelo Irã.

Volker Türk, chefe de Direitos Humanos da ONU, solicitou que os EUA concluam a investigação sobre o incidente e publiquem os resultados de forma transparente.

O representante brasileiro, ministro André Simas Magalhães, condenou veementemente o ataque, classificando‑o como violação grave dos direitos humanos e do direito internacional humanitário.

Como se desenvolve a investigação sobre o ataque?

  • Data do bombardeio: 27 de março de 2026.
  • Local: Escola de Minab, província de Hormozgan, Irã.
  • Vítimas: aproximadamente 175 mortos, incluindo crianças e docentes.
  • Acusação principal: responsabilidade dos Estados Unidos, segundo análises da mídia norte‑americana.
  • Versão iraniana: crime de guerra e genocídio cometidos por Israel e EUA.

Investigações preliminares conduzidas por agências militares americanas indicam que o bombardeio pode ter sido resultado de erro de identificação, apontando responsabilidade dos EUA.

O Irã descreveu o ataque como "massacre intencional e brutal", qualificando‑o de crime contra a humanidade.

Até o momento, a Assembleia da ONU não aprovou uma resolução formal de condenação, mas o debate permanece ativo no Conselho de Direitos Humanos.

Qual o próximo passo para as vítimas e suas famílias?

Fallahat pediu justiça e responsabilização pelos responsáveis, enfatizando que seu pedido não busca vingança, mas a aplicação da lei internacional.

Organizações de direitos humanos monitoram o caso, exigindo que as investigações sejam concluídas e que eventuais responsáveis sejam processados em tribunais competentes.

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