Médico boliviano foi preso em flagrante por suposta cobrança de R$ 2 mil após cirurgia realizada pelo SUS no Hospital Universitário de Canoas. A prisão ocorreu na noite de 27/03/2026, na capital gaúcha, e já foi divulgada pelos órgãos de segurança pública.

Segundo a Polícia Civil, o ortopedista Pablo Rojas Romero, 34 anos, exigiu o pagamento ao final do procedimento ortopédico. A família gravou a ligação em que o profissional orienta a não contar a terceiros sobre o valor cobrado.

O relato chegou ao setor jurídico do hospital, que imediatamente notificou as autoridades. O documento interno descreve a denúncia como "cobrança indevida de material cirúrgico" e pede investigação.

Como funcionam as cobranças ilegais no SUS?

O Sistema Único de Saúde oferece atendimentos gratuitos e proíbe qualquer tipo de pagamento extra ao usuário. Qualquer cobrança por parte de médicos ou técnicos configura crime de fraude ao sistema público.

Casos semelhantes já foram registrados em diferentes estados brasileiros.

  • Em 2023, foram 112 denúncias de cobrança de materiais em hospitais públicos.
  • Em 2024, a Polícia Federal identificou uma rede de profissionais que cobravam entre R$ 500 e R$ 5 mil por intervenções.
  • Em 2025, o Ministério da Saúde reforçou campanhas de orientação ao cidadão sobre como denunciar abusos.

Qual a reação do Hospital Universitário de Canoas?

O hospital divulgou nota afirmando que "não realiza cobranças por qualquer tipo de procedimento". A instituição ressaltou ser 100 % SUS e que práticas assim devem ser denunciadas imediatamente.

Além da declaração pública, a administração interna iniciou auditoria nos registros de materiais utilizados na cirurgia. O objetivo é confirmar se houve desvio de recursos ou apenas tentativa de extorsão.

Especialistas apontam que episódios de cobrança podem abalar a confiança da população no sistema público de saúde. A percepção de insegurança pode reduzir a procura por serviços gratuitos, prejudicando a equidade.

O que a polícia e o Judiciário estão fazendo?

A Polícia Civil já formalizou a prisão e encaminhou o suspeito ao Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp). O caso segue para a Vara Criminal da Região Metropolitana de Porto Alegre.

Se comprovada a extorsão, o médico pode responder por crime de extorsão, falsidade ideológica e improbidade administrativa. A pena prevista varia de 2 a 8 anos de reclusão, além de multa.

O que acontece agora?

O processo será analisado pelos tribunais, enquanto o hospital revisa seus protocolos de atendimento e treinamento de equipe. Autoridades de saúde planejam campanhas de conscientização para evitar novas fraudes.

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