Paciente que recebeu a polilaminina relata vida independente oito anos após tetraplegia. Bruno Freitas, 31, foi o primeiro brasileiro a ser tratado com a substância experimental e hoje trabalha, dirige e pratica musculação.
Em 2018, um acidente de carro deixou o bancário tetraplégico, sem movimento do pescoço para baixo. Médicos previram dependência total, mas a esperança surgiu com um ensaio clínico inovador.
A polilaminina é uma molécula derivada de proteína da placenta, ainda em fase de testes. Produzida em laboratório, ela visa estimular a regeneração neural em lesões da medula espinhal.
Como a recuperação começou?
Três semanas após a aplicação, Bruno sentiu o dedão do pé mover‑se pela primeira vez. Esse pequeno sinal foi registrado pelos fisioterapeutas como "primeiro indício de neuroplasticidade".
No Multivix Med Summit 2026, ele compartilhou a história com 1.500 participantes. O relato gerou amplo debate entre estudantes, docentes e especialistas em neurociência.
Hoje, o paciente descreve "pequenas sequelas", mas mantém rotina de trabalho e atividades ao ar livre. Ele afirma que a medicação lhe devolveu autonomia.
O que dizem os pesquisadores?
Olavo Franco, médico da equipe, classifica os resultados como promissores, mas preliminares. O estudo piloto mostrou melhora funcional, porém ainda carece de controle comparativo.
O próximo passo é um ensaio regulatório aprovado pela ANVISA. O objetivo é validar eficácia e segurança em uma amostra maior.
Atualmente, a polilaminina é usada apenas em regime compassivo. Seis pacientes no Espírito Santo e cerca de 40 em todo o Brasil já receberam a substância.
Qual o panorama da inovação médica no Brasil?
- Investimento crescente em biotecnologia e terapia gênica.
- Integração de Inteligência Artificial para diagnóstico precoce.
- Ênfase na humanização: médicos devem equilibrar tecnologia e empatia.
Patrícia Penina, diretora da Multivix, alerta que a tecnologia não substitui o vínculo médico‑paciente. Ela destaca a necessidade de acompanhamento multidisciplinar.
Professora Tatiana Coelho Sampaio reforça que a pesquisa ainda está em fase inicial. Ela pede cautela ao interpretar os resultados individuais.
O que acontece agora?
O estudo regulatório deve iniciar no segundo semestre de 2026, com recrutamento de 120 voluntários. Os dados serão publicados em revistas científicas internacionais.
Enquanto isso, pacientes como Bruno continuam sob monitoramento clínico rigoroso. Qualquer efeito adverso será reportado à agência reguladora.
Compartilhe essa notícia no WhatsApp com seus amigos.
Discussão