Mojtava Khamenei afirmou que o Irã não busca guerra, mas exigirá reparação dos EUA e Israel. Em mensagem de texto divulgada nesta quinta‑feira (9), o líder supremo reiterou a defesa dos "direitos legítimos" iranianos diante das recentes hostilidades no Oriente Médio.
O comunicado foi enviado em meio a escalada de tensões regionais. A declaração oficial foi publicada pelo portal de notícias estatal, destacando a necessidade de compensação por danos civis e militares ocorridos em território iraniano.
"Cobraremos a reparação de cada prejuízo e o sangue de nossos mártires", escreveu Khamenei, apontando indenizações a feridos, famílias de vítimas e ao patrimônio nacional.
Qual a posição oficial do Irã sobre a guerra?
O aiatolá deixou claro que Teerã não pretende iniciar um conflito armado. Contudo, ele adiantou que o país não abrirá mão de suas reivindicações estratégicas, mantendo a postura de "defesa ativa".
A mobilização popular foi citada como fator de pressão nas negociações. Khamenei ressaltou que os protestos nas ruas, mesquitas e praças reforçam a posição iraniana nas mesas diplomáticas.
Uma nova fase na gestão do estreito de Ormuz foi anunciada. Embora sem detalhes, a mensagem sugere mudanças no controle ou monitoramento da passagem estratégica que conduz cerca de 20% do petróleo mundial.
Como a mudança em Ormuz pode afetar o comércio global?
O estreito de Ormuz permanece como um gargalo crítico para o fluxo de energia. Qualquer alteração nas regras de passagem pode impactar os preços do petróleo, o custo de transporte marítimo e a segurança das rotas comerciais.
- Possível aumento de patrulhas navais iranianas;
- Implementação de sistemas de vigilância satélite;
- Revisão dos protocolos de navegação para navios civis;
- Coordenação com países vizinhos do Golfo para evitar incidentes.
Especialistas apontam que a mudança pode gerar volatilidade nos mercados de energia. A expectativa é de que investidores reajam a possíveis restrições ou taxas adicionais na passagem de navios.
Quais são as reações internacionais?
Os Estados Unidos e Israel classificaram a mensagem como "retórica agressiva". Washington reiterou apoio à liberdade de navegação e alertou sobre consequências de qualquer ação que interrompa o tráfego marítimo.
Países do Golfo, como Arábia Saudita e Emirados Árabes, pediram cautela. As nações vizinhas foram convidadas a "escolher o lado correto" e evitar a escalada de confrontos.
Analistas de economia avisam sobre pressões inflacionárias. O conflito pode elevar os custos de empréstimos e financiamentos ao redor do mundo, refletindo nos preços ao consumidor.
O que acontece agora?
Negociações diplomáticas estão em curso nas Nações Unidas e na ONU‑Rússia. O Irã busca apoio para sua demanda de compensação enquanto mantém a mobilização interna como ferramenta de influência.
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