Jonathan, a tartaruga-gigante das Seicheles, morreu aos 193 anos na Ilha de Santa Helena. O veterinário Joe Hollins confirmou a notícia no X, encerrando a vida do animal terrestre mais longevo já registrado.

Esta espécie de réptil, conhecida por sua impressionante longevidade, tem sido objeto de estudo por décadas. As tartarugas gigantes das Seicheles podem viver mais de 150 anos, mas Jonathan superou todos os registros.
Nasceu por volta de 1832 nas ilhas de Seychelles e chegou a Santa Helena em 1882, já com cerca de 50 anos. Durante quase um século e meio, testemunhou mudanças geopolíticas, tecnológicas e climáticas.

Joe Hollins descreveu o animal como "um gigante gentil que sobreviveu a impérios, guerras e gerações de humanos". O veterinário cuidou dele alimentando‑o com bananas e observando‑o tomar sol.
Por que a longevidade de Jonathan impressiona a ciência?
Estudos sobre o envelhecimento de répteis revelam que metabolismo lento e proteção celular são chaves para a vida longa. Tartarugas como Jonathan apresentam baixa taxa metabólica, reduzindo danos oxidativos.
Dados de pesquisa apontam que a taxa de renovação de DNA em tartarugas gigantes é cerca de 30 % menor que em mamíferos.
- Data de nascimento estimada: 1832
- Chegada a Santa Helena: 1882 (≈ 50 anos)
- Idade ao falecer: 193 anos
- Espécie: Chelonoidis niger (tartaruga-gigante das Seicheles)
Comparada a outras criaturas longevas, como a baleia-franca‑do‑Ártico (≈ 200 anos) e o pinheiro-bristlecone (≈ 5 000 anos), Jonathan destaca a capacidade dos répteis de resistir ao tempo.
Qual o impacto da morte de Jonathan para a conservação?
A extinção de indivíduos centenários reduz a diversidade genética disponível para programas de reprodução. Cada tartaruga velha carrega mutações raras que podem ser essenciais para a adaptação.
Jonathan era um símbolo turístico de Santa Helena, atraindo visitantes interessados em ecologia e história natural. Seu desaparecimento pode afetar a economia local baseada em ecoturismo.
Pesquisadores utilizavam seu comportamento como referência para estudos de longevidade e saúde de répteis. O acesso a dados de um animal tão antigo será perdido.
O que acontece agora com o legado de Jonathan?
As autoridades da ilha planejam preservar o corpo em um museu natural, permitindo que futuras gerações aprendam com sua história. A iniciativa inclui exposições interativas sobre conservação.
Programas de reprodução em cativeiro estão sendo reforçados para garantir a sobrevivência das tartarugas de Seychelles. Bancos genéticos e incubadoras serão ampliados.
Organizações ambientais internacionais destacam a necessidade de proteger habitats insulares, onde espécies como a de Jonathan são mais vulneráveis. O caso reforça a urgência de políticas de preservação.

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