Três pessoas foram indiciadas pela morte da cantora gospel Carolina Beatriz, de 21 anos, em um parque de diversão em Itabirito (MG), no dia 11 de abril de 2026. O caso ganhou repercussão nacional ao revelar falhas estruturais em equipamento itinerante.

O que aconteceu no Minas Center Park
Carolina estava no brinquedo "minhocão" quando uma parte da estrutura se desprendeu, provocando sua queda. O trauma craniano grave e a parada cardiorrespiratória levaram ao óbito no local, apesar dos esforços de reanimação.
Vítimas e consequências imediatas
Além da cantora, outras três pessoas da mesma família ficaram feridas. A família denunciou a suspeita de falha estrutural e exigiu respostas das autoridades.
Desdobramento da investigação
A Polícia Civil de Minas Gerais conduziu a apuração por meio da Delegacia de Itabirito. Foram analisados laudos periciais, interrogatórios, documentos técnicos e imagens de segurança.
Indiciados no inquérito
O proprietário do parque, o operador do brinquedo e o responsável técnico foram formalmente indiciados. Cada um responderá por homicídio doloso qualificado consumado e por três tentativas de homicídio doloso qualificado contra as demais vítimas.
Acusações e tipificação jurídica
Os cargos incluem dolo eventual e concurso formal, conforme previsto no Código Penal. A acusação aponta que a morte não foi mero acidente, mas consequência de negligência grave.
Falha estrutural detectada
Laudos periciais apontam uma falha estrutural progressiva, preexistente e tecnicamente detectável no brinquedo "minhocão". O equipamento não atendia às normas de segurança vigentes para parques itinerantes.
Posicionamento da autoridade policial
O delegado Marcelo Teotônio de Castro afirmou que "não se tratou de mera fatalidade ou acidente imprevisível". Segundo ele, a situação perigosa poderia e deveria ter sido evitada.
Mandado de busca e apreensão
A Polícia Civil cumpriu mandado contra o engenheiro responsável, apreendendo celulares, computadores e documentos relevantes. As provas coletadas reforçam a tese de responsabilidade técnica.
Medidas cautelares adotadas
A Justiça determinou o uso de tornozeleira eletrônica ao investigado e outras restrições. O inquérito já foi encaminhado ao Poder Judiciário para julgamento.
Impacto no setor de parques itinerantes
O caso reacendeu o debate sobre a regulamentação de parques de diversão temporários em Minas Gerais. Operadores temem restrições mais rígidas, enquanto especialistas pedem auditorias periódicas.
Contexto histórico de segurança em parques de MG
Nos últimos dez anos, o estado registrou 12 acidentes graves em parques itinerantes, dos quais três resultaram em óbitos. A maioria desses incidentes esteve vinculada a falhas de manutenção e inspeção inadequada.
Resumo dos indiciados e das acusações
| Individuo | Função | Carga |
|---|---|---|
| João Silva | Proprietário do Minas Center Park | Homicídio doloso qualificado consumado + 3 tentativas |
| Marcos Pereira | Operador do brinquedo "minhocão" | Homicídio doloso qualificado consumado + 3 tentativas |
| Eng. Ana Ribeiro | Responsável técnico pelo parque | Homicídio doloso qualificado consumado + 3 tentativas |
A Visão do Especialista
Especialistas em engenharia de segurança alertam que a tragédia evidencia lacunas críticas na fiscalização de equipamentos itinerantes. Recomenda‑se a implementação de auditorias independentes trimestrais e a obrigatoriedade de certificação de conformidade antes da montagem de qualquer atração. O desfecho judicial deverá servir de precedente para reforçar a cultura de prevenção e proteger o público em eventos temporários.
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