Em meio à corrida presidencial de 2026, lideranças do agronegócio avaliam o desempenho de Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado, três nomes que têm gerado expectativas e debates intensos no setor. O agronegócio, responsável por cerca de 27% do PIB brasileiro, é um dos pilares da economia nacional, e o posicionamento desses candidatos pode moldar o futuro do país.

Flávio Bolsonaro: o peso da continuidade

Flávio Bolsonaro, senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, busca consolidar sua posição como o candidato que representaria a continuidade das políticas pró-agronegócio promovidas durante o governo de seu pai. Entre suas principais promessas, está o fortalecimento do acesso ao crédito rural e a flexibilização ambiental para os produtores.

Seu histórico no Senado inclui o apoio a projetos que facilitaram o uso de defensivos agrícolas e a expansão de áreas de cultivo. No entanto, críticos apontam que sua postura sobre questões ambientais pode aumentar tensões com mercados internacionais, especialmente na Europa.

Romeu Zema: a aposta em gestão e eficiência

Romeu Zema, atual governador de Minas Gerais, tem se destacado por seu discurso voltado à modernização do setor e pela busca de maior eficiência nas cadeias produtivas. Ele defende uma abordagem liberal, com menos interferência estatal e mais estímulos ao setor privado.

Durante sua gestão em Minas Gerais, Zema implementou políticas de incentivo ao agro, como a redução de ICMS sobre insumos agrícolas e o apoio à exportação de café, um dos principais produtos do estado. Sua posição pró-mercado atraiu apoio de cooperativas e exportadores, mas seu nome ainda enfrenta resistência entre pequenos produtores.

Ronaldo Caiado: o representante direto do agro

Ronaldo Caiado, governador de Goiás e médico veterinário com longa trajetória no setor rural, é visto como o candidato mais identificado com o agronegócio. Ele tem defendido a priorização de políticas que beneficiem diretamente os produtores rurais, como infraestrutura e logística.

Caiado foi líder de entidades como a União Democrática Ruralista (UDR), e sua experiência no setor agropecuário dá credibilidade às suas propostas. Contudo, sua posição mais conservadora em outros temas pode limitar o alcance de sua candidatura, especialmente entre os eleitores urbanos.

Entenda o impacto no mercado

O agronegócio brasileiro é altamente sensível às políticas de governo. Mudanças em questões como regulação ambiental, subsídios e acordos comerciais podem alterar diretamente o desempenho do setor. Os três candidatos têm visões distintas sobre como equilibrar o crescimento econômico com a sustentabilidade ambiental.

A seguir, apresentamos um resumo das principais propostas de cada candidato:

Candidato Proposta-chave Impacto Esperado
Flávio Bolsonaro Flexibilização ambiental Possível aumento de tensão internacional
Romeu Zema Modernização do setor Maior eficiência produtiva
Ronaldo Caiado Investimento em infraestrutura Redução de custos logísticos

Repercussões entre especialistas

Especialistas do setor agropecuário têm opiniões divididas sobre qual candidato pode trazer os melhores resultados. Enquanto alguns defendem a experiência direta de Caiado no agro, outros valorizam a proposta de Zema de modernizar o setor.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, encontra apoio entre grandes produtores e exportadores que veem vantagens em sua agenda de desregulamentação e incentivo ao agronegócio.

Cronologia: o papel de cada candidato no setor

  • 2019-2022: Jair Bolsonaro implementa medidas de apoio ao agronegócio; Flávio Bolsonaro ganha destaque como aliado no Senado.
  • 2023-2026: Romeu Zema expande programas de incentivo ao agro em Minas Gerais.
  • 2024-2026: Ronaldo Caiado intensifica investimentos em infraestrutura e defende pautas do agronegócio em Goiás.

A Visão do Especialista

O agronegócio será um dos setores mais influentes nas eleições presidenciais de 2026. Com três candidatos de perfis distintos, a decisão dos eleitores pode definir os rumos do setor nos próximos anos. A escolha entre continuidade, modernização ou especialização no agro dependerá do equilíbrio entre crescimento econômico e sustentabilidade ambiental.

Independentemente de quem vencer, o próximo presidente terá que lidar com desafios como a pressão internacional por práticas mais sustentáveis e a necessidade de ampliar infraestrutura para escoar a produção. O setor agropecuário continuará sendo um dos principais motores da economia brasileira, exigindo políticas estruturadas e eficazes.

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