O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), lidera os cenários de primeiro e segundo turno contra o ex-ministro Fernando Haddad (PT), segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada em 29 de abril de 2026. O levantamento ouviu 1.650 eleitores entre os dias 23 e 27 de abril, com margem de erro de 2 pontos percentuais e índice de confiança de 95%.

Tarcísio Meirelles em cenário eleitoral em São Paulo.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br | Reprodução

Os números do primeiro turno

Nos cenários simulados para o primeiro turno, Tarcísio aparece com 38% das intenções de voto, enquanto Haddad registra 26%. Outros candidatos, como Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB), surgem empatados com 5% cada. Brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar representam 13%, assim como os indecisos.

Em outro cenário de primeiro turno, sem a presença de Paulo Serra, Tarcísio aumenta sua vantagem para 40%, enquanto Haddad chega a 28%. Kataguiri permanece com 5%, e os índices de brancos, nulos e indecisos mantêm estabilidade.

Simulação de segundo turno

Na projeção de um eventual segundo turno entre Tarcísio e Haddad, o governador registra 49% das intenções de voto, contra 32% do ex-ministro. Os indecisos somam 8%, enquanto brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar chegam a 11%.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa Genial/Quaest foi realizada com recursos do Banco Genial e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo SP-03583/2026. Foram entrevistados presencialmente 1.650 eleitores em diversas regiões do estado de São Paulo. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%.

Contexto político e histórico

A liderança de Tarcísio de Freitas reflete uma consolidação de sua base política desde que assumiu o governo do estado em 2023. Ele tem investido em áreas como infraestrutura, segurança pública e geração de empregos, enquanto busca fortalecer alianças com setores empresariais e religiosos.

Fernando Haddad, por sua vez, tenta recuperar o terreno político no estado após a derrota na eleição presidencial de 2022. Apesar de sua trajetória como ex-prefeito da capital paulista e ex-ministro da Educação, ele enfrenta desafios para conquistar eleitores fora das regiões tradicionalmente alinhadas ao PT.

Impacto no mercado e na sociedade

Especialistas apontam que a liderança de Tarcísio pode influenciar diretamente a confiança de investidores e empresários em São Paulo, visto que o estado é responsável por mais de 30% do PIB nacional. Caso eleito para um segundo mandato, espera-se continuidade em políticas voltadas ao setor produtivo.

Já Haddad, caso consiga reverter a vantagem de Tarcísio, promete focar em pautas sociais e na redução das desigualdades, o que pode alterar a dinâmica econômica do estado e gerar novos desafios para o empresariado.

Comparativo com eleições anteriores

As disputas eleitorais entre representantes do PT e partidos de direita têm sido uma constante em São Paulo. Desde 1994, o estado tem se inclinado majoritariamente para candidatos de viés conservador, com exceção da vitória de Geraldo Alckmin em 2006 pelo PSDB, em uma plataforma mais centrista.

A polarização entre Tarcísio e Haddad reflete uma continuidade dessa tendência histórica, mas também traz novos elementos, como o crescimento de candidatos de menor expressão, como Kim Kataguiri e Paulo Serra.

Projeções para os próximos meses

Com a eleição prevista para novembro de 2026, o cenário ainda pode sofrer alterações significativas. Fatores como debates, alianças políticas e a evolução da economia têm potencial para influenciar a decisão dos eleitores.

Além disso, o desempenho dos candidatos em regiões estratégicas, como o interior paulista e a capital, será determinante para o resultado final.

A visão do especialista

Segundo analistas políticos, a vantagem inicial de Tarcísio não pode ser considerada definitiva, dada a margem de erro e o número expressivo de indecisos. No entanto, sua liderança indica um alinhamento com as preferências atuais do eleitorado paulista.

Haddad terá que intensificar sua campanha em segmentos onde o PT historicamente enfrenta resistência, como o setor empresarial e regiões rurais. Já Tarcísio precisa consolidar sua base e evitar desgastes políticos que possam comprometer sua posição.

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