O pai da advogada acusada de racismo foi flagrado fazendo gestos de macaco em um bar de Santiago del Estero. O vídeo, divulgado pelo canal "Info del Estero", reacendeu a polêmica que envolve Agostina Páez, ré em processo de racismo no Rio de Janeiro.
Agostina Páez, 32 anos, está no centro de um julgamento que já dura dois meses. A promotoria brasileira a acusa de insultos raciais contra um funcionário de estabelecimento argentino, enquanto ela nega a intenção deliberada.
As imagens mostram Mariano Páez, empresário e pai da ré, imitando um macaco e emitindo sons de animal. Segundo testemunhas, o gesto surgiu após discussão sobre a conta do bar, mas o contexto exato ainda gera dúvidas.
O que dizem as autoridades argentinas?
Mariano Páez afirmou que o vídeo foi manipulado com inteligência artificial. Em entrevista ao jornal "La Nación", o empresário alegou que as gravações não correspondem à realidade.
Agostina, por sua vez, confirmou a veracidade das imagens e repudiou o comportamento do pai. Em nota nas redes, a advogada destacou que "não reconheço nem justifico" tais atitudes.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) reforçou que o racismo é crime grave no Brasil. A turista argentina já teve o passaporte apreendido e cumpre tornozeleira eletrônica desde janeiro.
Como a justiça brasileira tem tratado o caso?
O TJRJ concedeu habeas corpus permitindo a saída da Argentina mediante caução de R$ 97 mil. A medida foi tomada após pedido da defesa, mas a investigação permanece em curso.
- 05/04/2026 – Vídeo divulgado por "Info del Estero".
- 25/03/2026 – MPRJ mantém medidas cautelares contra a turista.
- 15/03/2026 – Habeas corpus concedido pelo TJRJ.
- 02/03/2026 – Primeira denúncia formal de racismo apresentada.
Especialistas apontam que o caso evidencia o racismo estrutural presente em ambientes de serviço. Advogados de direitos humanos alertam para a necessidade de políticas mais rígidas contra discriminação.
Qual o desfecho esperado?
As autoridades argentinas abriram investigação paralela sobre a suposta manipulação de imagens. Enquanto isso, a polícia de Santiago del Estero procura identificar quem gravou a cena.
Se comprovada a autenticidade, Mariano Páez pode enfrentar processos civis por difamação e danos morais. A repercussão nas redes sociais já gerou boicotes a negócios da família.
O incidente pode afetar a imagem turística da Argentina perante o Brasil. Agências de viagem relataram aumento de reclamações de viajantes sobre tratamento discriminatório.
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