Papa Leão XIII afirmou que Deus rejeita as orações de líderes que iniciam guerras, durante a homilia de Domingo de Ramos, 29 de março de 2026. A declaração foi feita na Praça de São Pedro, perante milhares de fiéis que celebravam o início da Semana Santa.

O pronunciamento ocorreu enquanto o conflito entre Irã e Israel completa dois meses de intensas hostilidades. Segundo a ONU, mais de 8 mil civis já perderam a vida e dezenas de cidades foram devastadas.
Leão XIII citou a passagem bíblica que diz: "Ainda que façais muitas orações, não as ouvirei: vossas mãos estão cheias de sangue". O pontífice usou a citação para reforçar a condenação da violência.

Qual é o histórico de posicionamento do Vaticano sobre conflitos armados?
Desde o Concílio Vaticano II, a Igreja tem promovido a paz como valor central da doutrina cristã. Encíclicas como Pacem in Terris (1963) e Evangelii Gaudium (2013) reiteram a rejeição de guerras injustas.
Leão XIII reiterou o discurso tradicional ao afirmar que "Deus não ouve as preces de quem tem mãos cheias de sangue". O termo "mãos cheias de sangue" foi escolhido para enfatizar a responsabilidade moral dos governantes.
Diplomatas de várias nações registraram surpresa ao ouvir a crítica direta do Papa a líderes que promovem conflitos. Embaixadas de Washington, Moscou e Teerã solicitaram esclarecimentos ao Vaticano.
Como os governos envolvidos responderam ao alerta papal?
O Departamento de Defesa dos EUA, representado pelo secretário Pete Hegseth, não contestou a declaração, mas enfatizou a necessidade de "orações pela paz".
- 28/02/2026 – Início dos ataques aéreos coordenados por EUA e Israel contra alvos iranianos.
- 23/03/2026 – Leão XIII pede cessar-fogo imediato em discurso anterior.
- 29/03/2026 – Declaração papal sobre a rejeição divina às orações de líderes beligerantes.
Israel, por meio de seu Ministério das Relações Exteriores, classificou a fala do Papa como "inadequada ao contexto de legítima defesa". O governo israelense reafirmou seu compromisso de proteger a segurança nacional.
O Irã respondeu através de seu porta-voz, denunciando a "interferência religiosa" nas questões de soberania nacional. Teerã acusou o Vaticano de parcialidade ao não mencionar a agressão israelense.
O Patriarcado Latino de Jerusalém relatou a proibição da missa de Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro, alegando "grave precedente". O incidente aumentou a tensão entre autoridades locais e a comunidade cristã.
O que se espera para a Semana Santa?
A Santa Sé anunciou que, apesar das hostilidades, continuará a transmissão ao vivo das celebrações da Semana Santa para os fiéis ao redor do mundo. A iniciativa visa garantir a participação espiritual de católicos em regiões de conflito.
Organizações humanitárias alertam que a continuidade da guerra pode impedir a realização de rituais religiosos em áreas vulneráveis. A ONU pediu um cessar-fogo imediato para permitir o acesso de ajuda humanitária.

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