Rafael Coimbra, conhecido como o peguete de Ingrid em "Quem ama cuida", está gravando "Guido", filme sobre o médico surfista que caminha rumo à canonização.

Do drama da novela ao drama biográfico
"Quem ama cuida" estreou em março de 2026 e rapidamente se tornou um fenômeno de audiência. O personagem Caio, interpretado por Coimbra, ganhou notoriedade nas cenas de curtição com Ingrid (Agatha Moreira), gerando memes e debates sobre a representatividade dos "peguetes" nas novelas brasileiras.
Quem foi Guido Schäffer?
Guido Schäffer foi um médico que, além de salvar vidas, surfava as ondas de Ipanema, tornando-se ícone da cultura carioca. Seu legado humanitário e a devoção popular levaram a Igreja a iniciar o processo de canonização, com restos mortais guardados na Igreja Nossa Senhora da Paz.
Seleção e preparação dos atores
O casting durou quase 12 meses, iniciando com um vídeo de apresentação e três testes presenciais. Rafael Coimbra e Danilo Mesquita foram escolhidos para Dudu e Guido, respectivamente, após superar concorrentes de todo o país.
Cronologia das gravações
| Mês | Atividade |
| Jan‑2026 | Seleção final e contrato |
| Fev‑Mar‑2026 | Ensaios de surf e mergulho |
| Abr‑Jun‑2026 | Filmagens em Ipanema e Praia do Futuro |
| Jul‑2026 | Pós‑produção e dublagem |
Bastidores emocionados
Coimbra descreve o set como "um divisor de águas" na sua carreira. Ele relata encontros com a família de Guido, momentos de oração ao lado da equipe e a descoberta de que o filme transcende o entretenimento, tocando questões de fé e amizade.
Reação da web ao peguete
As cenas de Caio e Ingrid geraram mais de 2,3 milhões de visualizações no YouTube e #CaioIngrid trending no Twitter. Usuários elogiaram a química, enquanto críticos questionaram a moral da "curtição sem compromisso".
Impacto no mercado cinematográfico
Especialistas projetam uma bilheteria de R$ 45 mi no primeiro fim de semana, impulsionada pela fanbase da novela. A estratégia de lançamento simultâneo nos cinemas e no streaming (Globoplay) visa captar tanto o público tradicional quanto o digital.
Opinião de críticos de cinema
O crítico João Paulo de Carvalho (Folha de S.Paulo) chama "Guido" de "um retrato sensível que une espiritualidade e surf culture". Já a revista "Cinearte" alerta para o risco de romantizar a canonização, pedindo equilíbrio narrativo.
Elenco e direção
Além de Coimbra e Mesquita, o filme conta com Malu Galli, Edson Celulari e Ângelo Antônio. Jayme Monjardim, veterano de novelas e minisséries, assume a direção, prometendo "cinematografia de ondas" e "trilha sonora que mistura surf rock e coral".
Marketing cruzado com a novela
A Rede Globo aproveitou o crossover, inserindo teasers de "Guido" nos intervalos de "Quem ama cuida". A campanha inclui filtros de Instagram com a prancha de Guido e um concurso para ganhar ingressos VIP.
Repercussões culturais e a canonização
Se Guido for canonizado, o filme pode se tornar material de estudo em escolas de teologia. A Igreja já sinalizou apoio, e o filme pode servir de ponte entre fé popular e o cinema comercial.
Comparativo com biografias de santos recentes
Filmes como "São João de Deus" (2024) arrecadaram R$ 38 mi, enquanto "Santa Luzia" (2025) bateu R$ 52 mi. "Guido" entra nessa disputa, trazendo a novidade do surf como elemento simbólico.
A Visão do Especialista
Para o analista de mercado cultural Ana Lúcia Ramos, "Guido" representa a convergência entre entretenimento massivo e narrativa de fé, sinalizando uma nova era de produções que dialogam com públicos digitais e devotos. Ela prevê que, se bem executado, o filme pode abrir caminho para outras histórias de santos contemporâneos, consolidando um subgênero lucrativo.
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