Flávio Bolsonaro foi incluído no catálogo de indiciados do relatório alternativo apresentado à CPI do INSS pelo Partido dos Trabalhadores (PT), ao lado de mais de 260 nomes.

O documento foi elaborado por Rogério Correia, deputado do PT‑MG, que pretende substituir o parecer oficial da Comissão Parlamentar de Inquérito do INSS.
A lista petista traz aproximadamente 270 indiciados, superando os 201 apontados no relatório da maioria.
Por que Flávio Bolsonaro foi incluído na lista de indiciados?
Existem indícios de vínculo entre a assessora e o empresário Letícia Caetano dos Reis e Antônio Carlos Camilo Antunes, além da suposta compra de uma mansão em Brasília avaliada em R$ 6 milhões, financiada por recursos do escritório do senador.
Não há comprovação definitiva dos repasses, pois ainda não houve quebra de sigilo bancário que demonstre transferências ao gabinete de Flávio Bolsonaro.
Qual a posição da bancada do PT frente ao relatório oficial?
O PT considerou o relatório oficial como político‑eleitoral e rejeitou o texto de Alfredo Gaspar (PL‑AL), apontando a exclusão de nomes como Fabiano Zettel, que teria doado R$ 3 milhões à campanha de Bolsonaro e R$ 2 milhões a Tarcísio, além de destinar R$ 40 milhões à Igreja da Lagoinha.
240 mil contratos de consignado foram desfeitos por inconsistências, gerando prejuízos significativos a aposentados, conforme apontado no relatório petista.
Quais outras frentes de investigação surgiram?
Um aporte de R$ 1 bilhão foi direcionado ao Banco Master, supostamente pressionado por aliados de Flávio Bolsonaro ao governo do Rio de Janeiro (Cláudio Castro) e ao governador do Distrito Federal (Ibaneis Rocha) para evitar a falência da instituição ligada a Daniel Vorcaro.
Principais fatos destacados no relatório:
- Inclusão de Flávio Bolsonaro entre cerca de 270 indiciados;
- Suposta ligação entre a assessora Letícia Caetano dos Reis e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes;
- Compra de mansão em Brasília de R$ 6 milhões;
- 240 mil contratos de empréstimo consignado cancelados;
- Aporte de R$ 1 bilhão ao Banco Master envolvendo autoridades do RJ e DF.
A PF será chamada a aprofundar as apurações, com pedido para investigar aproximadamente 50 pessoas; o documento completo, com mais de 2 000 páginas, será disponibilizado ao público.
O senador ainda não se manifestou oficialmente sobre a inclusão, enquanto líderes do PL e do MDB exigem esclarecimentos e reforçam a importância do devido processo legal.
O que acontece agora?
A comissão está programada para votar o documento nas próximas sessões da CPI do INSS, podendo encaminhar recomendações de instauração de inquérito ou remessa dos autos à Justiça Federal.
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