Putin anunciou, nesta quinta‑feira (9/4), um cessar‑fogo com a Ucrânia durante a Páscoa ortodoxa. O Kremlin informou que a pausa nas hostilidades será das 16h de 11 de abril até o final do dia 12 de abril de 2026 (10h e 12h, horário de Brasília).
O comunicado oficial destaca que o Estado‑Maior recebeu ordem de suspender as operações de combate em todas as frentes. As tropas russas permanecem em alerta para responder a qualquer provocação considerada "inimiga".
Zelensky, por sua vez, apresentou uma proposta de trégua por meio dos Estados Unidos. O presidente ucraniano afirmou que a iniciativa visa garantir a celebração das festividades e reduzir o número de vítimas civis.
Qual é o calendário da trégua?
A pausa terá início às 16h (horário de Moscou) de 11 de abril e se encerrará ao fim do dia 12 de abril. O período corresponde à celebração da Páscoa ortodoxa, considerada feriado religioso importante na Rússia.
O acordo foi formalizado após contato direto entre representantes russos e americanos. Washington tem mediado as conversas desde o início de 2026, embora o foco recente em Irã tenha reduzido a atenção ao conflito europeu.
Especialistas apontam que a guerra evoluiu para o uso intensivo de drones e comunicações digitais. A proibição do satélite Starlink e a tentativa de bloqueio do Telegram foram citadas como fatores que dificultam a coordenação russa.
Quais são as exigências de Moscou e Kiev?
Rússia mantém a exigência de retirada das forças ucranianas de Kramatorsk e Sloviansk sem combate. Essas cidades, localizadas no Donetsk, são estratégicas para o controle da região.
- Retirada de tropas ucranianas de Kramatorsk e Sloviansk
- Reconhecimento das áreas ocupadas (cerca de 19% do território ucraniano)
- Garantias de não‑reconquista de territórios por Kiev
Kiev, entretanto, rejeitou as concessões territoriais como equivalentes a uma capitulação. O governo ucraniano tem concentrado esforços na recuperação de áreas no sudeste, onde registrou avanços recentes.
Quais os impactos imediatos?
O cessar‑fogo abre espaço para a entrega de ajuda humanitária em zonas de conflito. Organizações internacionais já planejam deslocar suprimentos de alimentos e medicamentos para áreas afetadas.
As forças armadas de ambos os lados permanecem em estado de prontidão. O Kremlin enfatizou que a trégua pode ser interrompida caso haja violação das condições acordadas.
Reações de aliados ocidentais foram cautelosas, pedindo monitoramento rigoroso. A União Europeia, a OTAN e a ONU emitiram notas de apoio ao cessar‑fogo, mas alertaram sobre a necessidade de um acordo de paz duradouro.
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