Uma pesquisa da Quaest, encomendada pelo Banco Genial, indica que Tarcísio de Freitas lidera a corrida ao governo de São Paulo com 38% das intenções de voto, enquanto Fernando Haddad aparece em 26%.

O levantamento entrevistou 1.650 eleitores paulistas entre 23 e 27 de abril, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, registrado no TSE sob o número SP‑03583/2026.

Resultado da pesquisa Quaest 2026

Além dos dois principais candidatos, o cenário inclui Kim Kataguri (Missão) e Paulo Serra (PSDB), ambos com 5% de intenção de voto, segundo o cenário de maior número de pré‑candidatos.

Os números foram divulgados em 29 de abril de 2026, marcando a primeira pesquisa Quaest que contempla os postulantes ao Palácio dos Bandeirantes no ciclo eleitoral de 2026.

Contexto histórico e cenário político

Tarcísio, eleito em 2022 pelo Republicanos, completa seu primeiro mandato marcado por reformas fiscais e investimentos em infraestrutura, fatores que influenciam sua popularidade atual.

Fernando Haddad, ex‑ministro da Fazenda e candidato derrotado em 2022, tenta retomar a disputa com base em sua experiência nacional e apoio do PT.

Kim Kataguri, deputado federal de 33 anos, representa a nova geração de libertários, enquanto Paulo Serra, veterano do PSDB, tenta revitalizar a bancada tradicional.

Nos homens, Tarcísio alcança 44% de intenção de voto, contra 33% entre as mulheres; Haddad tem 30% entre as mulheres e 23% entre os homens.

Na faixa etária de 35 a 59 anos, Tarcísio registra 43% de apoio, superando os 30% dos eleitores de 16 a 34 anos e os 40% dos maiores de 60 anos.

Simulação de segundo turno e projeções

Em um cenário de segundo turno entre Tarcísio e Haddad, o ex‑governador mantém vantagem com 49% contra 32% para o ex‑ministro, segundo a mesma pesquisa.

Analistas apontam que a diferença de gênero e idade pode se intensificar no segundo turno, exigindo estratégias de mobilização específicas.

Impactos econômicos e no mercado financeiro

O desempenho de Tarcísio é visto como favorável ao mercado de crédito, dado seu histórico de redução da taxa Selic estadual e estímulo a projetos de energia renovável.

Já a perspectiva de um governo Haddad poderia atrair investimentos em setores de saúde e educação, alinhados à agenda do PT, mas gerar cautela entre investidores conservadores.

Aspectos legais e regulatórios da campanha

A pesquisa foi devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral, obedecendo à Lei nº 9.504/1997, que regula a divulgação de sondagens durante o período eleitoral.

O financiamento de campanha permanece sujeito ao teto de gastos estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, influenciando a capacidade de divulgação dos candidatos.

Opinião de especialistas

O politólogo Dr. André Lemos, da USP, destaca que "o gap entre Tarcísio e Haddad ainda permite volatilidade, sobretudo se surgirem alianças inesperadas".

Segundo a economista Carla Ramos, do Ipea, "a preferência por Tarcísio entre eleitores de 35 a 59 anos reflete a confiança em sua gestão fiscal, mas a fragilidade entre os jovens pode mudar o panorama".

Resumo numérico da pesquisa

CandidatoIntenção de voto
Tarcísio de Freitas (Republicanos)38%
Fernando Haddad (PT)26%
Kim Kataguri (Missão)5%
Paulo Serra (PSDB)5%

A Visão do Especialista

Considerando a margem de erro de 2 pontos, a liderança de Tarcísio permanece sólida, porém vulnerável a movimentos de coalizão que possam unir o centro‑esquerda em torno de Haddad. O próximo mês será decisivo para definir alianças, ajustar estratégias de campanha e observar a reação do mercado financeiro a eventuais mudanças de cenário.

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