O Rio de Janeiro lançou, nesta sexta‑feira (29/07/2026), a campanha municipal para atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos, com prazo entre 3 de agosto e 1º de setembro.

Contexto histórico da imunização no Rio
Desde a criação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 1973, o Rio tem mantido índices de cobertura acima da média nacional. Contudo, a última década trouxe desafios como a desinformação digital e a necessidade de incorporar vacinas de nova geração, como a conjugada contra o meningococo B.
Detalhes da campanha e público‑alvo

O objetivo é revisar 1,2 milhão de registros, garantindo que todas as crianças nascidas entre 2012 e 2025 estejam com a carteira atualizada. O foco abrange vacinas de rotina (BCG, tríplice viral, hepatite B) e reforços (dTpa, varicela).
Motivações científicas para a atualização
Estudos recentes apontam queda de até 12 % na eficácia de algumas vacinas após cinco anos sem reforço. Além disso, novas variantes de sarampo e rotavírus exigem ajustes nos esquemas de dose, conforme relatório da OMS de 2025.
Indicadores de cobertura – Dados comparativos
| Grupo etário | Registros atualizados (2024) | Meta 2026 | Variação % |
|---|---|---|---|
| 0‑1 ano | 420 000 | 560 000 | +33 % |
| 1‑5 anos | 780 000 | 950 000 | +22 % |
| 6‑14 anos | 620 000 | 720 000 | +16 % |
Esses números revelam a necessidade de acelerar a atualização para evitar surtos evitáveis.
Impacto nos indicadores de saúde pública
Entre 2022 e 2025, o Rio registrou 87 casos confirmados de sarampo, um aumento de 45 % em relação à média nacional. A campanha visa reduzir esse número a menos de 20 casos até 2027, conforme metas do Plano de Ação Nacional de Imunizações.
Repercussão no mercado de vacinas
O volume de compras públicas de vacinas aumentou 18 % no último semestre, impulsionando a cadeia de suprimentos local. Fabricantes nacionais, como a Fiocruz, relataram necessidade de ampliar a produção de doses pediátricas.
O papel do SUS e da Secretaria Municipal de Saúde
A Secretaria Municipal de Saúde coordenará a logística, integrando unidades básicas, escolas e unidades móveis. O SUS garante que a vacinação seja gratuita e universal, reforçando a equidade no acesso.
Desafios: hesitação vacinal e registro digital
Pesquisas do Instituto Datafolha apontam que 19 % dos pais ainda têm dúvidas sobre a segurança das vacinas. Para contornar, a campanha inclui campanhas de informação nas redes sociais e a implantação da caderneta digital.
Estrategias operacionais da campanha
Serão 45 unidades móveis, 120 pontos de vacinação em escolas e um aplicativo que permite a consulta em tempo real da situação da carteira. A agenda será divulgada via SMS e aplicativos de mensagens.
Visão de especialistas em epidemiologia
Prof. Dr. Ana Lúcia Ribeiro, da Fiocruz Rio, destaca que "a atualização da caderneta é a primeira linha de defesa contra a reemergência de doenças evitáveis". Ela recomenda monitoramento contínuo dos indicadores de cobertura.
Comparativo com outras capitais brasileiras
São Paulo já atingiu 92 % de cobertura em 2025, enquanto Belo Horizonte chegou a 88 % após campanha similar em 2024. O Rio ainda tem espaço para melhorar, mas o plano atual está alinhado com as melhores práticas nacionais.
Próximos passos e metas de longo prazo
Após o encerramento em 1º de setembro, a Secretaria pretende implementar um sistema de alerta automático para vacinas de reforço a cada cinco anos. A meta é alcançar 95 % de atualização da caderneta até 2030.
A Visão do Especialista
Do ponto de vista da saúde pública, a campanha representa um marco de prevenção proativa, reduzindo custos futuros com tratamento de doenças evitáveis. O sucesso dependerá da integração entre tecnologia, comunicação eficaz e financiamento sustentável.
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