O deputado Rogério Correia (PT-MG) solicitou a criação de uma CPMI para investigar o financiamento do filme "Dark Horse", supostamente ligado a Jair Bolsonaro, alegando uso de recursos ilícitos e dinheiro público. O pedido foi protocolado em 16 de maio de 2026 e inclui 15 deputados e 15 senadores, com prazo de 180 dias.

Político pede investigação sobre financiamento de filme de Bolsonaro.
Fonte: www.brasil247.com | Reprodução

Contexto histórico e origem da demanda

O filme "Dark Horse" surge como parte de uma estratégia de construção de narrativa biográfica de Bolsonaro para a eleição de 2026. A produção foi vinculada ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, que já figurava em investigações sobre lavagem de dinheiro.

O requerimento de Rogério Correia e a proposta de CPMI

O texto apresentado por Correia pede apuração de recursos privados e públicos, sem objetivo de censura artística. A comissão teria custos estimados em R$ 200 mil e poderia requisitar documentos, convocar depoentes e investigar suposto abuso de poder econômico.

Detalhes financeiros do filme "Dark Horse"

Reportagens apontam que Vorcaro destinou cerca de R$ 61 milhões ao projeto entre fevereiro e maio de 2025. O custo total da produção foi estimado em US$ 24 milhões, equivalentes a aproximadamente R$ 134 milhões na cotação da época.

ItemValor (R$)Observação
Aporte de Vorcaro61 milhõesEntre fev‑maio/2025
Custo total estimado134 milhõesUS$ 24 mi convertido
Prazo da CPMI180 diasLimite constitucional
Custo da CPMI200 milOrçamento da Câmara

Cronologia dos fatos

Os principais marcos foram registrados em sequência clara, facilitando a apuração.

  • 02/02/2025 – Primeiro aporte de R$ 30 mi ao filme.
  • 15/04/2025 – Divulgação de áudios de Flávio Bolsonaro solicitando recursos.
  • 13/05/2026 – Publicação dos áudios pelo Intercept Brasil.
  • 16/05/2026 – Apresentação do requerimento de CPMI por Rogério Correia.

Repercussão no mercado de capitais e cultura

Analistas apontam que a suspeita de uso de recursos do Banco Master pode gerar volatilidade nas ações de instituições financeiras vinculadas. No setor cultural, produtores temem que o caso crie precedentes de maior fiscalização sobre financiamento de obras artísticas.

Posição dos envolvidos

Flávio Bolsonaro negou irregularidades, alegando que os recursos são de natureza privada. A produtora do filme, entretanto, contestou ter recebido os valores divulgados, gerando contradição nas declarações públicas.

Possíveis implicações jurídicas

Se confirmada a origem ilícita dos recursos, o caso pode envolver crimes de lavagem de dinheiro, financiamento ilícito de campanha e improbidade administrativa. A CPMI tem competência para encaminhar conclusões ao Ministério Público e à Polícia Federal.

Análise de especialistas em direito e economia

Especialistas ressaltam que a combinação de financiamento privado e suposto uso de emendas parlamentares pode configurar abuso de poder econômico. Economistas alertam para o risco de "cultura como propaganda" distorcer o mercado de produção audiovisual.

A Visão do Especialista

Com base nas evidências apresentadas, a CPMI tem potencial para definir limites claros entre financiamento cultural e propaganda eleitoral. O desfecho poderá influenciar futuras legislações sobre transparência de aportes em projetos artísticos e reforçar mecanismos de controle de recursos públicos.

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