Santa Catarina enfrentará uma virada no tempo com temporais e risco de alagamentos nos próximos dias, alerta a Defesa Civil. A mudança climática começa a ser sentida a partir da tarde de segunda‑feira (30) e se intensifica na terça‑feira (31).

Após um fim de semana de calor extremo, com sensação térmica próxima a 50 °C em algumas cidades, o estado registra temperaturas acima de 30 °C em praticamente toda a sua extensão. No Grande Oeste, os termômetros chegam a ultrapassar 35 °C, agravados pela alta umidade relativa do ar.
As noites permanecem abafadas, com mínimas que não descem abaixo dos 20 °C na maior parte do território catarinense. Apenas a Serra catarinense registra amanheceres em torno de 16 °C, oferecendo pequeno alívio térmico.

Como se forma a virada climática?
Embora o sol ainda domine o céu, há possibilidade de temporais isolados entre a tarde e a noite, típicos do verão. Contudo, esses chuveiros pontuais não são suficientes para reduzir significativamente a sensação de calor.
O risco de desconforto térmico, desidratação e agravamento de doenças cardiorrespiratórias é classificado como moderado. Vulneráveis incluem idosos, crianças e pessoas com condições crônicas.
A partir da tarde de segunda‑feira, um sistema de baixa pressão entra em ação, aumentando a instabilidade atmosférica, sobretudo no Litoral e áreas adjacentes. Essa dinâmica favorece a formação de nuvens de desenvolvimento rápido.
Quando a chuva se tornará persistente?
Na terça‑feira (31), a instabilidade se intensifica, provocando chuvas mais duradouras e intensas. A precipitação se estende ao longo do dia, elevando o risco de alagamentos.
O perigo moderado inclui alagamentos repentinos, queda de galhos, destelhamentos e interrupções na rede elétrica, principalmente nas zonas costeiras. As áreas de planície e vales são as mais suscetíveis.
Quais regiões estão mais vulneráveis?
No Grande Oeste, as chuvas permanecem mais isoladas, mas podem ser acompanhadas de raios e rajadas de vento fortes. Essa combinação aumenta o risco de danos a propriedades rurais e urbanas.
Para reduzir os impactos, a Defesa Civil recomenda algumas medidas preventivas:
- Monitorar os alertas meteorológicos emitidos pelos órgãos oficiais.
- Evitar circulação em áreas sujeitas a alagamentos e encostas instáveis.
- Manter kits de emergência com água potável, alimentos não perecíveis e documentos.
- Desligar aparelhos elétricos em caso de risco de queda de energia.
O que a Defesa Civil recomenda?
Além de acompanhar as atualizações, a população deve respeitar as orientações de evacuação e buscar refúgios em locais elevados quando necessário. A comunicação rápida pode salvar vidas.
Os setores de agricultura, transporte e turismo podem sofrer atrasos e prejuízos devido às chuvas intensas e possíveis deslizamentos. Empresas e autoridades devem preparar planos de contingência.

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