O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, demitiu o general Randy George, chefe do Estado‑Maior do Exército, nesta quinta‑feira, 2 de abril de 2026.
George assumiu o cargo em 2023, quando o recrutamento do Exército enfrentava uma das piores crises da história; ele conseguiu reverter a queda de alistados em 2024. Seu comando foi marcado por uma virada nas taxas de alistamento.
Nos últimos meses, a relação entre Hegseth e a liderança do Exército se deteriorou, alimentada por queixas antigas do secretário contra a instituição. O atrito não decorre de divergências estratégicas, mas de disputas de pessoal.
O que motivou a demissão?
A decisão de bloquear a promoção de quatro oficiais — dois negros e duas mulheres — desencadeou acusações de discriminação e aprofundou a crise de confiança. A lista de promoção continha ainda 29 nomes, predominantemente de oficiais brancos.
Hegseth pressionou o secretário do Exército, Daniel P. Driscoll, e o general George a retirar os oficiais da lista de uma estrela. Ambos recusaram, citando histórico exemplar.
- Quatro oficiais bloqueados: dois negros e duas mulheres.
- Lista original continha 33 nomes, a maioria homens brancos.
- Data da decisão: 2 de abril de 2026.
- Demissão comunicada por ligação telefônica às 16h.
Em 19 de março, George solicitou uma reunião com Hegseth para discutir a remoção dos quatro oficiais e a suposta interferência nas decisões de pessoal; Hegseth recusou o encontro. A recusa aumentou a tensão interna.
Quem são os substitutos?
Fontes confirmam que o general Christopher LaNeve, antigo assistente militar sênior de Hegseth no Pentágono, deve assumir o posto de chefe do Estado‑Maior. LaNeve tem experiência em logística e planejamento estratégico.
Além de George, Hegseth demitiu o general David M. Hodne, líder do Comando de Transformação e Treinamento, e o major‑general William Green Jr., capelão‑chefe do Exército. Essas remoções afetam áreas críticas de modernização e apoio moral.
Qual o histórico de George no Exército?
Durante as guerras no Iraque e no Afeganistão, George comandou unidades que adotaram táticas inovadoras, incluindo a retirada de tropas de vales remotos para proteger centros populacionais. Seu estilo foi reconhecido por integrar combate e questões civis.
Como chefe do Estado‑Maior, ele lançou o programa "transformação em contato", incentivando brigadas de 3 mil soldados a testar drones, IA e novos sistemas de mira. O programa buscava adaptar o Exército à guerra de alta tecnologia.
Impactos e próximos passos
George também promoveu a eliminação do tanque leve M‑10 Booker, considerado vulnerável a drones de baixo custo, e investiu no Infantry Squad Vehicle e na versão M1E3 do Abrams. Essas escolhas refletem a reorientação da doutrina de combate.
A comunidade militar descreve a demissão como "um golpe" que pode desestabilizar a cadeia de comando e gerar novos atritos sobre promoções e modernização. Especialistas alertam para possíveis investigações do Congresso.
O que acontece agora? Hegseth ainda não divulgou um cronograma para a nomeação oficial de LaNeve, enquanto o Exército prepara respostas institucionais e revisa as promoções contestadas. O futuro da liderança militar dos EUA permanece incerto.
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