Donald Trump, ex‑presidente dos Estados Unidos, afirmou na noite de 3 de abril de 2026 que os EUA poderiam atacar pontes e usinas elétricas no Irã. A declaração foi feita em entrevista concedida a um canal de notícias americano e divulgada pela agência valor.globo.com.

O alerta chegou em meio a intensas discussões sobre a presença de grupos armados no Líbano. Segundo o porta‑voz da Casa Branca, a ameaça não se traduz em ordem executiva, mas reflete a posição de Trump sobre a necessidade de "desarmar completamente" a região.
Em nota oficial, a administração de Joe Biden não reconheceu a fala como política oficial dos EUA. O Departamento de Estado reiterou que qualquer ação militar seria coordenada com o Congresso, conforme estabelece a Lei dos Poderes de Guerra.

Qual é o histórico de retórica de Trump sobre o Irã?
Desde a campanha de 2016, Trump manteve uma postura agressiva contra Teerã. Em 2018, o ex‑presidente retirou os EUA do acordo nuclear (JCPOA) e impôs sanções econômicas severas.
Durante seu mandato, Trump chegou a ameaçar "golpear" alvos estratégicos iranianos em várias ocasiões. Em 2020, após o assassinato do general Qasem Soleimani, ele prometeu "responder com força total" caso o Irã escalasse o conflito.
Especialistas em direito internacional apontam que ameaças de atacar infraestrutura civil podem violar a Convenção de Genebra. A lei de guerra proíbe ataques deliberados a objetos civis que não ofereçam vantagem militar direta.
Quais são os possíveis alvos estratégicos?
As pontes que cruzam o rio Karun e as usinas da rede elétrica nacional são citadas como vulneráveis. Essas estruturas garantem a circulação de mercadorias e a distribuição de energia para cidades como Ahvaz e Isfahan.
Um ataque a essas instalações poderia interromper a produção de energia, afetando indústrias e residências. O Ministério da Energia do Irã alertou para o risco de apagões generalizados.
Analistas militares estimam que a destruição de pontos críticos da rede elétrica reduziria a capacidade de resposta das forças armadas iranianas. Contudo, o custo humanitário seria elevado, com risco de centenas de civis feridos.
O que acontece agora?
O Pentágono confirmou a elevação do nível de prontidão das forças nos Emirados Árabes Unidos. Unidades de ataque aéreo e navios de guerra foram posicionados nas proximidades do estreito de Ormuz.
Ao mesmo tempo, o Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião extraordinária para discutir a escalada de tensões. Vários membros, incluindo a Rússia e a China, pediram moderação e evitarem ações precipitadas.
- 03/04/2026 – Trump faz declaração pública sobre possíveis ataques.
- 04/04/2026 – Casa Branca emite comunicado de que não há ordem militar vigente.
- 05/04/2026 – Irã denuncia a ameaça como "agressão ilegítima".
- 06/04/2026 – ONU convoca reunião de emergência.
- 07/04/2026 – EUA aumentam presença militar no Golfo Pérsico.
Enquanto isso, mercados globais de energia monitoram o desenvolvimento, com o preço do petróleo Brent subindo 2,3% nas últimas 24 horas. A volatilidade reflete a preocupação de investidores com possíveis interrupções no fornecimento.

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