Botafogo entra em campo sem treinador oficial e aposta em um interino experiente. Na segunda‑feira (30/03/2026), a diretoria oficializou Renato Paiva, que já atuou na comissão técnica do Athletico‑PR, como responsável provisório até a definição de um novo técnico.

A demissão de Eduardo Baptista deixou o Alvinegro à beira de uma crise de identidade. O clube acumulou apenas 12 pontos em 13 rodadas, ocupando a 13ª posição e registrando um aproveitamento de 30,8 %.
Renato Paiva traz na bagagem a filosofia de pressão alta e transição rápida, aprendida no Furacão. Como assistente de Fernando Diniz no Athletico‑PR, ele participou de um esquema que culminou em 55 % de posse de bola e 1,8 gols por partida na temporada passada.
Qual a origem da escolha do interino?
O nome de Paiva surgiu nas reuniões estratégicas da diretoria por sua experiência no futebol de alta performance. Ele foi recomendado pelo ex‑diretor de futebol, que acompanhou de perto a evolução tática do Furacão nos últimos dois anos.
Do ponto de vista tático, espera‑se uma mudança para um 4‑3‑3 mais equilibrado. A ideia é reforçar a saída de bola pelas laterais, algo que o interino aplicou com sucesso contra o Grêmio enquanto estava no Athletico‑PR.
Os números indicam que a mudança pode ser crucial para reverter a fase negativa. Abaixo, a comparação estatística entre os últimos cinco jogos sob Baptista e o desempenho médio do Furacão com Paiva no comando.
| Equipe | Partidas | Pontos | Gols Pró | Gols Contra | Posse de Bola |
|---|---|---|---|---|---|
| Botafogo (Baptista) | 5 | 4 | 3 | 7 | 48 % |
| Athletico‑PR (Paiva) | 5 | 9 | 8 | 4 | 55 % |
O que dizem os especialistas?
Analistas apontam que a pressão alta pode ser arriscada contra equipes que defendem bem a própria área. O especialista em tática, Luiz Henrique, destaca que Paiva precisará adaptar o esquema ao elenco limitado do Botafogo.
Jogadores veteranos já manifestaram apoio ao novo comando. O capitão, Lúcio, afirmou que a experiência de Paiva no Furacão traz "um novo ânimo" ao grupo, principalmente nos treinos de transição.
Na tabela, o Glorioso ainda tem margem para subir, mas cada ponto se torna vital. Com 12 pontos, o Botafogo está a quatro do Z‑4 e a cinco do G‑6, tornando o confronto contra o Athletico‑PR decisivo para a luta contra o rebaixamento.
Entenda o impacto na tabela
Os desfalques de Allan e Joaquín Correa complicam ainda mais a situação. A ausência dos dois meias ofensivos reduz as opções de criação, exigindo que Paiva explore a velocidade dos pontas.
O mercado de transferências abre possibilidades de reforço imediato. O clube já sondou o volante argentino Bruno Duarte e o atacante uruguaio Diego Rossi como alternativas viáveis antes do encerramento da janela.
A pressão da torcida tem sido um fator determinante nas decisões da diretoria. Nas redes sociais, a torcida alvinegra tem exigido resultados rápidos, o que pode influenciar a permanência ou não de Paiva como treinador definitivo.
O que acontece agora? Botafogo encara o Athletico‑PR neste domingo (29), às 19h30, na Arena da Baixada, com Renato Paiva no comando interino e a missão de pontuar para sair da zona de perigo.
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