Donald Trump declarou que Cuba será "a próxima" alvo da força militar dos Estados Unidos durante um fórum de investimentos em Miami, nesta sexta‑feira, 28 de março de 2026.

Trump ameaça Cuba com possível ação militar dos EUA, em discurso tenso.
Fonte: ndmais.com.br | Reprodução

O discurso ocorreu no "Miami Investment Forum", evento que reúne empresários, representantes de agências federais e líderes políticos para discutir oportunidades de capital nos Estados‑Unidos e na América Latina.

"Por cierto, Cuba es la siguiente. Pero hagan como si no lo hubiera dicho. Cuba es la siguiente." afirmou Trump em espanhol, sem detalhar quais medidas poderiam ser adotadas contra a ilha caribenha.

Trump ameaça Cuba com possível ação militar dos EUA, em discurso tenso.
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Qual o histórico do embargo dos EUA contra Cuba?

O embargo foi instituído em 1960, com a Lei de Controle de Ativos Cubanos, e reforçado em 1962 pelo Código de Comércio Exterior, proibindo quase todo o comércio bilateral.

Em 1992, o Ato Helms‑Burton ampliou as sanções, permitindo processos judiciais contra empresas estrangeiras que negociem com propriedades confiscadas por Havana.

Nos últimos dois anos, a administração Trump intensificou restrições, incluindo a proibição de fornecimento de petróleo venezuelano à ilha.

Quais são as implicações legais de uma ação militar?

Qualquer operação armada exigiria autorização do Congresso, conforme a Lei de Poderes de Guerra de 1973, que limita a capacidade presidencial de iniciar conflitos sem aprovação legislativa.

Do ponto de vista internacional, o Artigo 2 da Carta‑ONU proíbe o uso da força contra a integridade territorial de outro Estado, salvo em legítima defesa ou por resolução do Conselho de Segurança.

Precedentes recentes, como as intervenções em Granada (1983) e Panamá (1989), foram justificadas pelos EUA como restauração da ordem democrática.

Como a comunidade internacional tem reagido?

  • Organização dos Estados Americanos (OEA) pediu "diálogo pacífico" e condenou ameaças de força.
  • Vários países latino‑americanos, entre eles México e Brasil, manifestaram preocupação com a estabilidade regional.
  • União Europeia reiterou apoio ao regime de não‑intervenção e ao fim do embargo.

Havana, por meio do Ministério das Relações Exteriores, classificou as declarações de Trump como "provocações irresponsáveis" que violam o direito internacional.

Nas ruas de Havana, a população enfrenta apagões prolongados que já deixaram mais de 10 milhões de cubanos sem energia elétrica.

O que acontece agora?

O Departamento de Estado dos EUA anunciou que continuará "buscando soluções diplomáticas" e que avaliações estratégicas sobre Cuba estão em curso.

Especialistas indicam que, enquanto não houver aprovação do Congresso, qualquer ação cinética permanecerá no plano de contingência.

Trump ameaça Cuba com possível ação militar dos EUA, em discurso tenso.
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