Donald Trump afirmou à Reuters que não se importa em recuperar o urânio enriquecido do Irã porque o material está enterrado em grande profundidade. A declaração foi feita em entrevista telefônica nesta quarta‑feira, 1° de abril de 2026.
O presidente dos EUA contradiz declarações feitas na semana anterior à CNN, onde sugeriu interesse direto na extração do recurso nuclear. Na ocasião, Trump havia mencionado a possibilidade de "ir até lá e pegar nós mesmos".
Em sua resposta à Reuters, Trump acrescentou que os Estados Unidos continuarão a monitorar o local por satélite. Ele descreveu o depósito como "tão fundo no subsolo que não me importo com isso".
Qual é o histórico das declarações de Trump sobre o urânio iraniano?
Na entrevista concedida à CNN, Trump declarou que os EUA "não querem enriquecimento, mas também querem o urânio enriquecido". Essa afirmação gerou especulação sobre um possível acordo nuclear com Teerã.
O governo americano tem mantido a política de não‑proliferação, reforçada por sanções econômicas contra o Irã. O objetivo declarado é impedir que Teerã desenvolva uma arma nuclear.
Especialistas apontam que a extração de urânio de profundidade significativa exigiria operações militares terrestres complexas. Fontes próximas ao planejamento militar confirmam a necessidade de tropas e equipamentos especializados.
A comunidade internacional reagiu com preocupação, destacando o risco de escalada militar na região. Vários países europeus reiteraram o apoio ao acordo nuclear de 2015, apesar das tensões.
Como a lei internacional trata a retirada de material nuclear?
A Resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU autoriza sanções ao Irã caso viole o acordo de não‑proliferação. Contudo, não prevê a intervenção militar para recuperar material nuclear.
Nos Estados Unidos, o Atomic Energy Act regula o manuseio e a transferência de material nuclear, exigindo autorizações específicas. Qualquer operação de recuperação precisaria de aprovação do Departamento de Energia.
A Constituição dos EUA requer que o Congresso autorize o uso de força militar em conflitos estrangeiros. Até o momento, não houve votação para uma missão de "resgate" de urânio.
A Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) monitora o cumprimento dos compromissos iranianos e pode inspecionar o local citado por Trump. A agência ainda não confirmou a existência do depósito.
Quais são os próximos passos e o que acontece agora?
O Pentágono declarou que continuará o monitoramento por satélite e avaliará a situação de segurança nacional. Não há indicação de mobilização de tropas neste momento.
- 02/04/2026 – Trump declara desinteresse em recuperar o urânio.
- 01/04/2026 – Comentários anteriores à CNN sugerindo interesse na extração.
- 31/03/2026 – Relatórios da CNN apontam necessidade de força terrestre.
- 30/03/2026 – IAEA solicita inspeção ao local alegado.
Analistas de política externa afirmam que a declaração pode servir como pressão diplomática para retomar negociações. O Irã, por sua vez, mantém que o material está sob sua soberania.
O cenário atual indica que os EUA preferem uma solução baseada em vigilância e sanções, evitando um confronto direto. A estratégia de "monitoramento por satélite" foi reiterada por autoridades de defesa.
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