Donald Trump avisou que, se o Irã não reabrir o Estreito de Ormuz nas próximas 48 horas, "o inferno" cairá sobre o país persa. A declaração foi feita no sábado, 4 de abril de 2026, por meio de mensagem oficial da Casa Branca.

Trump ameaça Irã com resposta severa caso Estreito de Ormuz não seja reaberto.
Fonte: www.poder360.com.br | Reprodução

O presidente norte‑americano reiterou que havia concedido um prazo de 10 dias para que o Irã chegasse a um acordo. Segundo a administração Trump, esse período está se esgotando, e a pressão aumenta.

Em sua mensagem, Trump escreveu: "Lembram‑se de quando dei ao Irã 10 dias… 48 horas antes que o inferno se abata sobre eles. Glória a Deus!". O discurso combina ameaças diretas e apelo religioso.

Trump ameaça Irã com resposta severa caso Estreito de Ormuz não seja reaberto.
Fonte: www.poder360.com.br | Reprodução

Qual o histórico da disputa no Estreito de Ormuz?

O bloqueio da passagem foi iniciado em 28 de fevereiro, após ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra instalações iranianas. O estreito controla cerca de 20 % do petróleo mundial, além de gás natural e ureia.

Washington tem acusado o Irã de usar o estreito como ferramenta de coerção política. O regime persa, por sua vez, alegou retaliação pelos bombardeios que causaram milhares de mortes.

Aliados da OTAN e parceiros regionais foram convocados a garantir a segurança da navegação. A estratégia americana combina sanções econômicas e demonstrações militares.

O que dizem os aliados ocidentais?

O Reino Unido organizou, na quinta‑feira, 2 de abril, uma reunião com representantes de 40 nações para buscar solução diplomática. O encontro contou com países da Europa, Ásia e América.

Em nota conjunta de 19 de março, várias potências declararam apoio à reabertura do estreito, condicionada ao fim das hostilidades.

  • Alemanha
  • Reino Unido
  • França
  • Itália
  • Holanda
  • Japão
  • Canadá

O chanceler alemão, Friedrich Merz, enfatizou que qualquer ação militar dependerá da cessação dos combates. A maioria dos signatários integra a OTAN, exceto o Japão.

Quais são os impactos econômicos imediatos?

O fechamento do estreito elevou o preço do barril de petróleo em cerca de 6 % nas primeiras 48 horas. Analistas apontam risco de escalada nos custos de transporte marítimo.

Além do petróleo, a interrupção afeta o comércio de gás natural liquefeito (GNL) e fertilizantes à base de ureia. A pressão sobre a inflação global já é perceptível em mercados emergentes.

Para o governo Trump, a crise também serve como ferramenta política antes das eleições de meio de mandato. O pleito, marcado para 5 de novembro, pode definir o controle do Congresso.

Qual o próximo passo diplomático?

Os EUA continuam pressionando aliados a apoiar sanções adicionais, enquanto mantêm canais de negociação com Teerã. A Casa Branca informou que avaliará respostas militares caso o prazo de 48 horas seja ultrapassado.

Compartilhe essa notícia no WhatsApp com seus amigos.