Papa Leão XIV carregou a cruz de madeira durante toda a Via Crucis no Coliseu, na Sexta‑feira Santa, 3 de abril de 2026. O gesto marca a retomada de uma prática que não era vista há décadas nas celebrações da Semana Santa.
O pontífice iniciou a procissão pelas 14 estações, caminhando com o símbolo da paixão de Cristo. A cerimônia, transmitida ao vivo, reuniu milhares de fiéis e autoridades religiosas.
Antes da Via Crucis, Leão XIV participou de um momento de oração na Basílica de São Pedro, onde permaneceu deitado no chão. O ato simbolizou reverência e solidariedade com o sofrimento de Jesus.
Por que a cruz foi deixada de lado nas últimas décadas?
A tradição de o papa portar a cruz foi interrompida por questões de saúde e adaptações litúrgicas. Desde a década de 1990, os pontífices optaram por conduzir apenas parte do percurso.
Em alguns pontificados, a cruz foi carregada apenas nas primeiras estações ou foi delegada a outros clérigos. Essa variação gerou debates sobre a presença física do líder da Igreja.
- 1979‑1995 – João Paulo II carregou a cruz em toda a procissão.
- 1995‑2005 – João Paulo II reduziu o porte após cirurgia.
- 2005‑2013 – Bento XVI levou a cruz somente na primeira estação.
- 2013‑2022 – Francisco nunca conduziu a cruz, limitando‑se a assistir.
- 2026 – Leão XIV retoma o porte completo da cruz.
Qual o simbolismo do gesto para os fiéis?
Carregar a cruz reforça a identificação do papa com o sofrimento de Cristo. Para os católicos, o ato visualiza a solidariedade do líder espiritual com a Paixão.
A presença do papa na procissão amplia a sensação de unidade entre a hierarquia e a comunidade. O gesto foi recebido com entusiasmo nas redes sociais e nas missas locais.
O que muda na Semana Santa de 2026?
A retomada da tradição pode influenciar a organização das celebrações nos próximos anos. O Vaticano ainda não confirmou se Leão XIV continuará a carregar a cruz nas demais Via Crucis.
Especialistas em liturgia apontam que o gesto pode inspirar outras dioceses a reverenciar mais ativamente o símbolo da cruz. Observatórios religiosos monitoram a repercussão entre os clérigos.
Até o momento, não há alterações nas normas canônicas que regem a Via Crucis. O gesto permanece dentro da liberdade litúrgica concedida ao papa.
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