Islamabad transformou‑se em cidade fantasma ao bloquear todas as vias principais e posicionar militares nas ruas para receber as negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, com o Paquistão atuando como mediador oficial.

Feriados decretados e hotéis evacuados na capital paquistanesa deixaram a zona central vazia; hóspedes de estabelecimentos de luxo foram removidos para garantir a segurança das delegações estrangeiras.

Islamabad sob segurança reforçada com bloqueios e militares para negociações EUA-Irã.
Fonte: oglobo.globo.com | Reprodução

Zona Vermelha isolada com controle de acesso rigoroso: as principais avenidas foram fechadas, pontos de controle militar foram instalados e o tráfego de veículos civis foi proibido.

Por que Islamabad foi transformada em zona de segurança?

Islamabad sob segurança reforçada com bloqueios e militares para negociações EUA-Irã.
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Paquistão assumiu o papel de mediador‑chave após acordos regionais que o posicionam como interlocutor confiável entre Washington e Teerã.

Comissão americana liderada por JD Vance inclui o vice‑presidente dos EUA, o enviado especial Steve Witkoff e o ex‑conselheiro Jared Kushner, programados para chegar no sábado.

Representantes iranianos chegaram na quinta‑feira: o presidente do Parlamento Mohammad Bagher Ghalibaf, o chanceler Abbas Araghchi e o vice‑chanceler Saeed Khatibzadee, todos encaminhados ao complexo de segurança de Islamabad.

Cessar‑fogo condicional de duas semanas vigora entre EUA e Irã, porém as cláusulas de respeito mútuo foram alegadamente violadas, aumentando a tensão.

Quais são os principais pontos de impasse nas negociações?

Irã apresentou um plano de dez pontos que inclui a retomada do programa de enriquecimento de urânio, a retirada de sanções e garantias de segurança para o Hezbollah.

Casa Branca recebeu uma proposta iraniana considerada "base viável", mas ainda conflita com a exigência americana de limitar o alcance dos mísseis e encerrar o programa nuclear.

Negociações anteriores focaram na limitação de mísseis e na interrupção total do enriquecimento, temas que continuam sem consenso entre as partes.

O estreito de Ormuz, responsável por 20 % do petróleo mundial, permanece vulnerável a bloqueios, o que pressiona ainda mais a necessidade de um acordo estável.

O que acontece agora? Próximos passos e cronologia

  • 11/04/2026 – Decreto de feriado e bloqueio total de vias em Islamabad.
  • 12/04/2026 – Chegada das delegações americana e iraniana ao centro de mediação.
  • 13/04/2026 – Início das conversas formais, previstas para durar até o fim de semana.
  • 14/04/2026 – Possível anúncio de um comunicado conjunto, dependendo do consenso alcançado.

Autoridades esperam que o cessar‑fogo se mantenha enquanto as partes avaliam a viabilidade de um acordo de dez pontos, com a comunidade internacional acompanhando de perto.

Islamabad sob segurança reforçada com bloqueios e militares para negociações EUA-Irã.
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