Com a volta às aulas marcada para o início de agosto, pais e responsáveis têm uma janela estratégica para garantir que a caderneta de vacinação das crianças esteja completa, evitando surtos e ausências escolares.

Calendário infantil e a nova vacina trivalente Fluprevli

A Anvisa aprovou a Fluprevli, vacina trivalente contra influenza A e B, indicada a partir dos seis meses de idade, ampliando as opções de proteção contra a gripe. Estudos clínicos demonstram eficácia superior a 70% contra cepas circulantes e segurança comparável às vacinas já em uso.

Fluprevli: indicações e eficácia

Para o calendário infantil, a Fluprevli entra como reforço anual, complementando a vacina contra influenza já recomendada pelo Ministério da Saúde. Sua formulação trivalente cobre mais variantes, reduzindo hospitalizações infantis em até 30% nas temporadas de alta incidência.

Impacto da volta às aulas na transmissão de doenças

O retorno às escolas aumenta o contato entre crianças, favorecendo a circulação de vírus respiratórios, sarampo, coqueluche e poliomielite. Dados do Ministério da Saúde apontam que, nos últimos cinco anos, episódios de gripe escolar cresceram 15% nos primeiros dois meses de aula.

Coberturas vacinais no Brasil: avanços e desafios

Entre 2023 e 2025, o Brasil reduziu em quase 90% o número de crianças "zero‑dose", segundo OMS/UNICEF, mas ainda não alcança a meta de 95% de cobertura para vacinas essenciais. O PNI destaca lacunas nos reforços de difteria, tétano e coqueluche, que ficam abaixo de 85% nas regiões Norte e Nordeste.

VacinaCobertura 2023Meta 2025
Poliomielite (3ª dose)88 %95 %
Tríplice viral (MMR)92 %95 %
Difteria/Tétano/Coqueluche (reforço)81 %95 %
Influenza (anual)58 %70 %
Zero‑dose0,9 %0,1 %

Quatro motivos para revisar a caderneta antes das aulas

Revisar a caderneta no período pré‑escolar garante que doses atrasadas não comprometam a imunidade coletiva. A seguir, os principais benefícios:

  • Prevenção de surtos: crianças vacinadas interrompem cadeias de transmissão.
  • Segurança nas viagens de férias: requisitos vacinais de destinos nacionais e internacionais são atendidos.
  • Redução de faltas: doenças evitáveis são a principal causa de ausências escolares.
  • Facilidade de agendamento: clínicas escolares e unidades de saúde oferecem horários ampliados antes do início das aulas.

Viagens e requisitos vacinais: como se preparar

Famílias que planejam viajar antes do retorno às aulas devem conferir a necessidade de vacinas como febre amarela, poliomielite ou meningocócica, conforme o destino. A certificação internacional exige aplicação mínima dez dias antes da partida, permitindo que a proteção esteja efetiva ao chegar.

Atendimento domiciliar e outras facilidades

O serviço de vacinação domiciliar, ampliado em 2026, permite que pais agendem a aplicação de vacinas em casa, reduzindo deslocamentos e filas. Essa modalidade tem sido adotada em cidades de médio porte, aumentando a taxa de cumprimento de reforços em até 12%.

Mercado e políticas públicas: o que muda em 2026

Em 2026, o governo federal investiu R$ 1,2 bilhão no Programa Nacional de Imunizações, priorizando a ampliação da rede de vacinação em escolas públicas. O objetivo é alcançar 95% de cobertura para todas as vacinas do calendário infantil até 2030, alinhado ao Plano Nacional de Saúde da Criança.

A Visão do Especialista

Rosana Richtmann enfatiza que a atualização vacinal antes da volta às aulas é a medida mais eficaz para proteger a comunidade escolar e evitar interrupções no aprendizado. Ela recomenda que os responsáveis verifiquem a caderneta com pelo menos 30 dias de antecedência, consultem o pediatra sobre a Fluprevli e aproveitem os serviços de vacinação domiciliar quando o tempo for escasso.

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