Você sabia que três imponentes templos guardam mais de três séculos de história no coração de Curitiba? As igrejas históricas da capital paranaense são verdadeiros arquivos de fé, arte e memória coletiva.

Igrejas históricas de Curitiba preservam a memória e arquitetura da cidade.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br | Reprodução

A Ordem Terceira de São Francisco das Chagas, erguida em 1737, nasceu de uma simples gruta de pedra que acolheu os primeiros moradores. Essa capela inicial evoluiu para um templo que testemunha a colonização e o espírito franciscano da região.

Em 1889, a visita do imperador Dom Pedro II trouxe uma reforma neogótica que substituiu traços luso‑brasileiros por detalhes importados da Europa. Lustres de ouro e cristais do imperador ainda brilham no teto, lembrando o encontro entre o Brasil imperial e a arquitetura sacra.

Igrejas históricas de Curitiba preservam a memória e arquitetura da cidade.
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Na década de 1970, uma nova restauração devolveu à igreja suas características originais, preservando o legado franciscano para as gerações atuais. Hoje, o templo funciona como ponto de encontro religioso e cultural.

Como essas construções moldaram a identidade de Curitiba?

A Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais começou a ser erguida em 1876 e só foi concluída em 1893. O projeto neogótico, atribuído ao francês Alphonse Conde des Plas e ao italiano Luigi Pucci, substituiu duas estruturas coloniais anteriores.

Com duas torres de 42 metros e vitrais que inundam o interior de luz natural, a basílica exemplifica o arco ogival e a leveza das paredes góticas. Essa arquitetura permite que a luz penetre, criando um ambiente de reverência e contemplação.

Capaz de acomodar 480 fiéis, a basílica abriga a cátedra usada por São João Paulo II em 1980, transformando‑a em um santuário de devoção internacional. A última grande restauração foi concluída em 2012, reforçando sua importância.

Quais são os segredos escondidos nas paredes dessas igrejas?

A Igreja do Senhor Bom Jesus dos Perdões surgiu de uma modesta capela de 108 m² em 1901, crescendo rapidamente para atender à comunidade franciscana. A pedra fundamental da nova estrutura foi lançada em junho de 1907, e a inauguração ocorreu em julho de 1909.

Os sinos e o relógio da torre, importados da Alemanha em 1933, ainda marcam o tempo da cidade, enquanto a torre central atinge 42 metros, igualando‑se à basílica. Esse conjunto reforça o estilo neogótico que domina a paisagem urbana.

Em 1917, o artista Paulo Hauer pintou o interior, e a via sacra em relevo de gesso foi produzida pela fábrica de Gerd Claassen e Kaminski. Restauros nas décadas de 1990 recuperaram esses detalhes, devolvendo o esplendor original.

O que dizem os especialistas sobre a preservação desses tesouros?

  • Desgaste natural das pedras e madeiras devido à umidade e à passagem do tempo.
  • Poluição urbana que compromete vitrais e fachadas históricas.
  • Financiamento limitado para restaurações de grande porte.
  • Necessidade de mão‑de‑obra especializada em técnicas de conservação.

Projetos recentes de digitalização 3D, lançados em 2025, permitem que pesquisadores estudem cada detalhe sem tocar nas estruturas. Parcerias com universidades locais garantem treinamento de novos conservadores.

Em 2024, a restauração dos vitrais da Basílica Menor foi concluída, devolvendo cores vibrantes que há décadas estavam apagadas. Essa iniciativa atrai turistas e reforça o orgulho curitibano.

Hoje, as três igrejas são centros de turismo religioso, sede de eventos culturais e pontos de aprendizado para escolas. Elas mantêm viva a história da imigração italiana, polonesa, alemã e ucraniana que formou a cidade.

Igrejas históricas de Curitiba preservam a memória e arquitetura da cidade.
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