O Partido dos Trabalhadores (PT) definiu, para abril de 2026, uma ofensiva digital pesada contra o senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ).
Pesquisas recentes apontam empate técnico entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A cúpula petista realizou um "pente‑finо" nos temas que podem abalar a imagem do parlamentar.
Como o PT estruturou a ofensiva digital?

A estratégia foi deliberada para iniciar somente após o encerramento da janela partidária e do prazo de desincompatibilização, fixado em 4 de abril.
Equipes de comunicação do partido já produzem vídeos curtos, depoimentos gravados e documentos oficiais para circulação massiva nas redes.
Um cronograma interno prevê a liberação progressiva de materiais a partir da Semana Santa, com pico de intensidade nos dias subsequentes.
Qual o alvo da campanha nas redes sociais?
O objetivo central é desgastar Flávio Bolsonaro entre eleitores de centro, segmento decisivo nas urnas de 2026.
Para isso, a ofensiva abordará cinco linhas temáticas consideradas sensíveis.
- Investigações sobre as chamadas "rachadinhas" na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro;
- Suposta influência do senador na gestão de hospitais federais do estado;
- Irregularidades em contratos e nomeações vinculados a empresas familiares;
- Indícios de enriquecimento incompatível com a renda declarada;
- Associação direta com o legado político de Jair Bolsonaro e participação no CPAC em Dallas.
A publicação massiva desses conteúdos está prevista para começar logo após a Semana Santa, marcando o início da fase mais incisiva da disputa.
Quais são os principais temas explorados?
Líderes do PT mantêm discurso cauteloso; Edinho Silva declarou que "quem governa tem que governar", evitando ataques diretos antes do momento estratégico.
O ex‑ministro José Dirceu alertou que a vitória de Flávio Bolsonaro poderia abrir espaço para influência estrangeira, citando o ex‑presidente dos EUA Donald Trump.
Do ponto de vista jurídico, as investigações em curso sobre rachadinhas e contratos suspeitos podem gerar processos de improbidade, enquanto o prazo de desincompatibilização limita a atuação direta do senador até 4 de abril.
O que acontece agora?
O PT continua monitorando o impacto das publicações e ajustando a estratégia conforme a reação do eleitorado; os próximos dias definirão se a ofensiva conseguirá conter o avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas. Compartilhe essa notícia no WhatsApp com seus amigos.
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