Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar e será recolhido à sua residência para cumprir prisão domiciliar de 90 dias. A decisão foi confirmada nesta sexta‑feira, 27 de março de 2026, pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

O ex‑presidente esteve internado no Hospital DF Star desde 13 de março. Ele foi admitido com diagnóstico de broncopneumonia e recebeu tratamento intensivo de antibióticos.
A equipe médica considerou a evolução clínica favorável nos últimos dias. Após deixar a Unidade de Terapia Intensiva, Bolsonaro passou a ser monitorado em enfermaria até a liberação.

Quais foram os marcos da decisão judicial?
O ministro Alexandre de Moraes autorizou a prisão domiciliar com base em laudo médico. A medida foi tomada para conciliar a saúde do réu com a execução da pena.
- 13/03/2026 – Internação por broncopneumonia;
- 27/03/2026 – Alta hospitalar e início da prisão domiciliar;
- 27/03/2026 – Decisão de Moraes que fixa 90 dias de confinamento;
- Prazo – De 27/03/2026 a 25/06/2026, salvo revisão judicial.
Durante o período de confinamento, Bolsonaro deverá usar tornozeleira eletrônica. O dispositivo permitirá o monitoramento em tempo real pelo Poder Judiciário.
Ele terá restrições de comunicação e só poderá receber visitas de familiares e médicos. Qualquer contato externo será registrado e avaliado pelas autoridades.
A condenação que fundamenta a medida é de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado. A sentença foi proferida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Como a medida afeta o cenário político?
Partidos aliados ao ex‑presidente analisam a repercussão da prisão domiciliar. O Partido Liberal ainda não definiu posicionamento oficial.
Na Câmara dos Deputados, lideranças questionam a continuidade de projetos apoiados por Bolsonaro. O bloqueio de comunicação pode limitar sua influência legislativa.
Organizações de direitos humanos elogiaram a decisão por garantir a saúde do condenado. Elas ressaltam a importância do respeito ao devido processo legal.
O que acontece agora?
O monitoramento eletrônico será iniciado imediatamente após a chegada ao domicílio. Autoridades da Polícia Federal ficarão responsáveis pela vigilância.
Advogados de defesa já avaliam a possibilidade de recurso contra as restrições de visita. Eventuais pedidos de revisão deverão ser apresentados ao STF.

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