O Governo Federal anunciou o bloqueio de R$ 1,2 bilhão em despesas discricionárias do Executivo e R$ 334 milhões de emendas parlamentares para o primeiro bimestre de 2026.

Bloqueio de R$ 1,53 bi em verbas do governo federal e emendas parlamentares.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br | Reprodução

O decreto de programação orçamentária e financeira foi publicado na noite de 30 de março, detalhando a distribuição dos recursos congelados entre os órgãos federais.

Do total bloqueado, R$ 1,26 bilhão incide sobre despesas classificadas como RP2, excluindo os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), enquanto R$ 334 milhões dizem respeito a emendas parlamentares.

Entenda o mecanismo de bloqueio

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estabelece as regras para o bloqueio de emendas, incluindo as impositivas, garantindo a legalidade das restrições.

O decreto mantém o faseamento de empenho, limitando a autorização de despesas a até R$ 42,9 bilhões até novembro, como medida preventiva.

Essa limitação busca alinhar o ritmo de execução das despesas à arrecadação prevista, evitando desequilíbrios nas contas públicas.

Quais setores são mais afetados?

Os cortes atingem principalmente o Ministério dos Transportes, que registra R$ 476,7 milhões do bloqueio, impactando projetos de infraestrutura rodoviária.

Outros ministérios também registram reduções, embora em menor escala, conforme a lista abaixo:

  • Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte: R$ 131 milhões
  • Ministério da Agricultura e Pecuária: R$ 124,1 milhões
  • Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional: R$ 101 milhões
  • Agência Nacional de Transportes Terrestres: R$ 81,2 milhões
  • Ministério de Portos e Aeroportos: R$ 30,3 milhões
  • Ministério da Pesca e Aquicultura: R$ 8,8 milhões
  • Agência Nacional de Saúde Suplementar: R$ 3,4 milhões

Áreas como saúde e educação tiveram impacto praticamente nulo neste bimestre, refletindo prioridade de manutenção dos serviços essenciais.

Próximos passos do governo

Os órgãos federais têm até 7 de abril para indicar quais programações serão efetivamente bloqueadas, conforme determina o decreto.

A execução orçamentária continuará sob monitoramento contínuo, com possibilidade de novos ajustes para garantir o cumprimento da meta fiscal de 2026.

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