Candidatos e governadores do PSD mantiveram silêncio nas redes sociais após o anúncio da pré‑candidatura presidencial de Ronaldo Caiado, divulgado em 30 de março de 2026.

O evento de lançamento ocorreu em São Paulo com o mote "acabar com a polarização do país", e contou com a presença limitada de lideranças fora do estado de Goiás.
Internamente, o PSD está fragmentado entre alas que dão apoio a Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo), dificultando a consolidação de um candidato único.

Dos 13 pré‑candidatos à governadoria da sigla, a maioria não publicou nenhum comentário nas suas contas oficiais.
Qual a postura dos governadores do PSD?
Quatro governadores não fizeram nenhum pronunciamento nas redes sociais:
- Marcos Rocha – Rondônia
- Raquel Lyra – Pernambuco
- Fábio Mitidieri – Sergipe
- Mateus Simões – Minas Gerais
Eduardo Leite gravou um vídeo criticando a decisão do partido, afirmando que ela "tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita o nosso país".
Ratinho Junior foi o único governador a divulgar a candidatura de Caiado, elogiando o histórico de gestão do governador goiano em áreas como educação e segurança.
Os demais governadores adotaram posicionamentos diferentes:
- Raquel Lyra mantém neutralidade para negociar apoio com Lula.
- Fábio Mitidieri já declarou apoio à reeleição de Lula.
- Mateus Simões apoia Romeu Zema, seu antigo parceiro de governo.
Como a disputa presidencial influencia as alianças regionais?
Vários pré‑candidatos estaduais já alinharam-se a outros presidenciáveis: o senador Omar Aziz (AM) está próximo de Lula; Eduardo Paes (RJ) concorre em aliança com o PT; João Rodrigues (SC) ainda não se pronunciou.
Na Câmara, a bancada do PSD segue próxima ao PT: o deputado Antonio Brito coordenou agenda em Salvador, enquanto a senadora Eliziane Gama não comentou o lançamento, mas postou foto ao lado de Lula.
Ronaldo Caiado informou que buscará apoio interno, citando dificuldades logísticas para chegar ao evento e prometendo conversar com Leite e outros correligionários.
O que acontece agora?
Nos próximos meses, o PSD deverá medir a reação dos eleitores e avaliar se a pré‑candidatura de Caiado ganha tração nas pesquisas de intenção de voto, o que pode forçar governadores e candidatos a se posicionarem publicamente.

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