O combate ao incêndio que consome um galpão no Brás, centro de São Paulo, já ultrapassa 20 horas. A ocorrência começou na noite de sábado (28) e segue sem previsão de término, mobilizando dezenas de bombeiros e veículos de emergência.
O fogo iniciou em uma fábrica de mesas de sinuca e rapidamente se espalhou para um armazém de material escolar. A presença de objetos inflamáveis intensificou as chamas, que retornaram com maior vigor ao longo da tarde.
No pico da emergência, 22 viaturas e 59 agentes do Corpo de Bombeiros estavam no local. Essa força-tarefa foi mantida em escala contínua para garantir a contenção das labaredas.
Como se organizou a operação de emergência?
Uma retroescavadeira foi acionada para abrir passagem e permitir o acesso ao interior do galpão. O equipamento trabalhou na madrugada de domingo, facilitando a entrada de equipes em áreas de risco.
Enel, Sabesp e a Defesa Civil Municipal foram mobilizadas para apoiar a ação. A concessionária de energia desligou a rede elétrica em um raio de um quilômetro, enquanto a Sabesp garantiu abastecimento de água para o combate.
Os bombeiros enfrentam dificuldades devido ao layout apertado e à grande quantidade de materiais combustíveis. Cada novo foco exigiu reavaliação tática e reforço de recursos.
Quais são os impactos na população e no comércio local?
O corte de energia afetou aproximadamente 15 mil residências e estabelecimentos comerciais nas redondezas. As ruas ao redor foram parcialmente interditadas para garantir a segurança dos transeuntes.
Até o momento não há registro de vítimas, mas a investigação sobre a causa do incêndio segue em curso. Autoridades coletam depoimentos e analisam câmeras de segurança.
Incêndios de grande porte já marcaram a história de São Paulo, como o fogo no Edifício Copan em 2021. Esses episódios ressaltam a necessidade de revisão de normas de segurança contra incêndio.
O que dizem os especialistas em segurança contra incêndio?
Especialistas apontam que a falta de sistemas automáticos de supressão e a armazenagem inadequada de materiais inflamáveis agravaram a situação. Recomenda‑se a implantação de sprinklers e treinamentos periódicos para equipes de manutenção.
- 22h21 – Primeiro chamado registrado pelos bombeiros.
- 22h30 – Chegada das primeiras 8 viaturas ao local.
- 23h15 – Início da operação da retroescavadeira.
- 00h30 – Ativação da escala de plantão para cobertura 24h.
- 02h00 – Enel desliga a energia elétrica em raio de 1 km.
- 03h45 – Sabesp redireciona água para hidrantes estratégicos.
As equipes permanecem no local realizando o combate às chamas e o trabalho de rescaldo. A previsão é que as operações se estendam até a madrugada de segunda‑feira (30).
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