Eleição presidencial de 2026 está em clima de disputa acirrada, e tanto o presidente Lula (PT) quanto o senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) apostam pesado na propaganda oficial na TV aberta e no rádio.
O regime jurídico que regula a propaganda eleitoral está previsto na Lei nº 9.504/1997 e no TSE Resolução 23.609/2023, que define o tempo de veiculação proporcional ao tamanho da coligação.

Segundo os cálculos da Folha baseados na metodologia da Fundação 1º de Maio, Lula teria 5 min 44 s e Flávio 4 min 35 s se permanecerem com suas alianças atuais.
Como funciona a divisão do tempo de propaganda?

A distribuição de minutos considera 90 % do tempo total dividido pelo número de deputados eleitos em 2022 e 10 % distribuído igualmente entre candidatos que superaram a cláusula de desempenho.
Na primeira fase, o tempo é ajustado ao tamanho da coligação; no segundo turno, os dois candidatos que avançarem recebem 50 % cada, independentemente da composição dos partidos.
Assim, a estratégia de ampliar alianças pode dobrar a presença nos horários de maior audiência.
Quais partidos compõem o centrão que Flávio busca?
- União Brasil (federação com o Partido Progressista – PP)
- Republicanos
- Partido Liberal (PL) – apoio institucional
- Democratas (DEM) – ainda indeciso
Flávio tem procurado esses blocos para garantir ao menos 57 % do tempo de propaganda, o que lhe renderia cerca de 7 min 05 s diários.
Lula, por sua vez, tenta consolidar apoio do MDB oferecendo a vaga de vice‑presidente, embora metade dos diretórios estaduais tenha declarado neutralidade.
Qual o impacto da mídia tradicional no eleitorado?
Pesquisas do Datafolha (6 março) apontam que a TV aberta atinge majoritariamente eleitores com renda de até dois salários mínimos, segmento onde Lula detém 52 % de preferência.
O rádio, por sua vez, mantém relevância nos municípios do interior, possibilitando que Flávio alcance "rincões" ainda pouco explorados pelas redes sociais.
Qual o cenário para o segundo turno?
Se Lula e Flávio avançarem, o tempo de propaganda será dividido igualmente (50 % cada), anulando a vantagem de coalizões maiores obtida no primeiro turno.
A campanha, portanto, foca agora em garantir o maior número de inserções antes da primeira votação, que ocorre entre 28 agosto e 1 outubro.
- Início da propaganda oficial: 28 agosto de 2026
- Encerramento: 1 outubro de 2026
- Programa eleitoral diário: 12 min 30 s, exibido terças, quintas e sábados
- Inserções de 30 ou 60 segundos ao longo da programação regular
Atualmente, Flávio continua em negociações com União Brasil, PP e Republicanos, enquanto Lula mantém diálogos com lideranças do MDB para assegurar a base no Norte e Nordeste.
Os tribunais eleitorais monitoram a conformidade das alocações de tempo, e quaisquer irregularidades podem gerar sanções antes da votação final.

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