EUA autorizaram que um navio russo carregado de petróleo siga para Cuba, informou o New York Times neste domingo (29/03/2026). A decisão foi tomada pela Guarda Costeira americana, que optou por não interceptar a embarcação.

A autorização marca uma flexibilização pontual do embargo imposto por Washington ao envio de combustível à ilha desde janeiro deste ano. Até então, o governo dos Estados Unidos pressionava para impedir entregas de óleo bruto a Havana.

O cargueiro, de propriedade do governo russo, transporta cerca de 730 mil barris de petróleo bruto. Dados da MarineTraffic mostravam que o navio estava a menos de 24 km das águas territoriais cubanas na tarde de domingo.

Qual a origem da flexibilização?

A Guarda Costeira dos EUA decidiu não bloquear a passagem do navio, citando uma autoridade interna como fonte. O documento oficial não detalha os termos específicos da permissão.

Especialistas apontam que a medida pode refletir uma avaliação estratégica sobre a segurança energética da região. A decisão ocorre em meio a tensões geopolíticas envolvendo Rússia, Cuba e Washington.

  • Navio: Embarcação de bandeira russa, classe VLCC.
  • Carga: Aproximadamente 730 mil barris de óleo bruto.
  • Rota: Saída do porto de Novorossiysk, atravessando o Atlântico rumo ao porto de Matanzas, Cuba.
  • Monitoramento: Rastreamento ativo via MarineTraffic e satélites militares dos EUA.

Como a medida afeta o embargo econômico?

O alívio pontual pode abrir precedentes para futuras autorizações de energia rumo à ilha caribenha. Contudo, o bloqueio geral permanece em vigor, restringindo a maioria das exportações de hidrocarbonetos.

O governo cubano agradeceu a "decisão que beneficia o povo cubano", segundo comunicado oficial. A declaração destacou a necessidade de suprir a demanda interna por combustível.

Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia classificou a ação como "um gesto de boa‑vontade dos EUA". A Rússia ainda não anunciou novas remessas de petróleo para Cuba.

O que acontece agora?

O navio deve atracar em Matanzas nos próximos dias, sob vigilância da Marinha cubana e de autoridades americanas. Eventuais condições de descarga ainda não foram divulgadas.

Analistas acompanham possíveis negociações diplomáticas que podem definir novos parâmetros para o comércio de energia entre Washington e Havana. O caso pode influenciar revisões do embargo nos próximos meses.

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