Uma pesquisa da Nexus/BTG Pactual revelou que 48% dos eleitores rejeitam tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto o senador Flávio Bolsonaro. O levantamento, divulgado em 27 de abril de 2026, coloca os dois pré‑candidatos como os mais impopulares para a disputa presidencial de 2026.

Duas figuras políticas, Flávio e Lula, são rejeitados por 48% dos eleitores, conforme informa a pesquisa Nexus.
Fonte: www.poder360.com.br | Reprodução

Metodologia da pesquisa Nexus/BTG Pactual

A amostra compreendeu 2.028 eleitores entrevistados entre 24 e 26 de abril, com margem de erro de 2 pontos percentuais e confiança de 95%. O questionário incluiu a pergunta: "Você votaria neste candidato, poderia votar nele, rejeitaria ou não conhece?". O registro oficial está no TSE (BR‑01075/2026) e o custo total foi de R$ 164.888,89.

Ranking de rejeição entre os pré‑candidatos

Duas figuras políticas, Flávio e Lula, são rejeitados por 48% dos eleitores, conforme informa a pesquisa Nexus.
Fonte: www.poder360.com.br | Reprodução

Lula e Flávio lideram a lista com 48% de rejeição, seguidos por Romeu Zema (33%), Aldo Rebelo e Renan Santos (30% cada) e Ronaldo Caiado (29%). Cabo Daciolo aparece em 38%, ocupando a terceira posição entre os mais rejeitados.

Contexto histórico das rejeições

Em comparativo, nas eleições de 2022, a taxa de rejeição de Lula ficou em torno de 34%, enquanto a de Jair Bolsonaro chegou a 41%. O aumento para 48% indica uma escalada de insatisfação que pode remodelar as alianças políticas.

Repercussão no mercado financeiro

Analistas da bolsa de valores observaram queda de 0,8% no Ibovespa após a divulgação dos números. A incerteza sobre a candidatura de Lula e Flávio impacta expectativas de políticas econômicas e fiscais, influenciando decisões de investidores.

Implicações jurídicas e eleitorais

O levantamento cumpre rigorosamente a exigência de registro no TSE, garantindo transparência e validade legal. A margem de erro de 2 p.p. permite que partidos planejem estratégias de campanha dentro de limites estatísticos confiáveis.

Visão de especialistas em ciência política

Prof. Dr. Mariana Almeida, da Universidade de São Paulo, destaca que "rejeição alta não se traduz automaticamente em baixa votação, mas sinaliza vulnerabilidade nas bases partidárias". Ela aponta que candidatos com forte estrutura de bancada podem contornar índices negativos.

Cronologia da pesquisa

  • 24/04/2026 – início das entrevistas presenciais e por telefone.
  • 25/04/2026 – consolidação preliminar dos dados.
  • 26/04/2026 – finalização da base de respostas e cálculo da margem de erro.
  • 27/04/2026 – publicação oficial pelos veículos parceiros.

Comparativo de rejeição

CandidatoRejeição (%)
Lula (PT)48
Flávio Bolsonaro (PL‑RJ)48
Romeu Zema (MDB‑MG)33
Aldo Rebelo (PT)30
Renan Santos (PSD‑RS)30
Ronaldo Caiado (DEM‑GO)29
Cabo Daciolo (PATRI)38

Impacto regional e demográfico

Os dados indicam maior rejeição ao presidente nas regiões Sudeste e Sul, enquanto Flávio Bolsonaro registra resistência mais forte no Nordeste. A idade média dos entrevistados que rejeitaram os dois candidatos foi de 42 anos, sugerindo um ceticismo crescente entre eleitores de meia‑idade.

Possíveis cenários para 2026

Se a rejeição permanecer acima de 45%, partidos podem buscar alianças estratégicas para diluir a imagem negativa. Alternativas incluem coalizões com candidatos de centro‑direita ou a inserção de figuras tecnocráticas para atrair eleitores indecisos.

A Visão do Especialista

O analista político Carlos Eduardo Silva conclui que "os números de rejeição de 48% são críticos, mas não definitivos". Ele recomenda que as campanhas invistam em comunicação segmentada, reforcem políticas públicas concretas e busquem reconquistar a confiança dos eleitores nas próximas semanas, antes da definição oficial das candidaturas.

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