Irã declara estar preparado para responder a uma ofensiva terrestre dos Estados Unidos. Na manhã de 29/03/2026, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Ghalibaf, afirmou que Teerã não aceitará humilhação caso Washington lance tropas por terra.
Ghalibaf acusou Washington de enviar "sinais de diálogo" enquanto planeja um ataque terrestre nos bastidores. O parlamentar destacou que o Irã mantém unidades de defesa prontas para reagir a qualquer invasão.
O conflito começou em 28 fevereiro, com ataques aéreos coordenados dos EUA e de Israel contra alvos iranianos. Em poucos dias, a guerra se expandiu pelo Oriente Médio, envolvendo os houthis do Iêmen, aliados de Teerã, que atingiram Israel.
Qual é a posição oficial do Irã?
Teerã reforçou que jamais aceitará exigências de rendição dos norte‑americanos. Em pronunciamento oficial, o Irã reiterou que sua resposta será "não‑negociável" diante de qualquer invasão terrestre.
Os EUA deslocaram milhares de fuzileiros navais para a região. Um primeiro contingente chegou a bordo de um navio de assalto anfíbio na sexta‑feira (27), preparando o terreno para possíveis operações terrestres.
Negociações diplomáticas avançam em Islamabad. Ministros das Relações Exteriores do Paquistão, Arábia Saudita, Turquia e Egito reuniram‑se para buscar soluções que ponham fim ao conflito.
- Reabertura do Estreito de Ormuz para restabelecer o fluxo de petróleo.
- Criação de um sistema de tarifas inspirado no Canal de Suez.
- Formação de um consórcio internacional para gerir a rota marítima.
Como os EUA justificam a presença militar?
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que as forças americanas ampliam as opções de pressão sem necessidade de ocupação. O Pentágono, por sua vez, mantém planos de operações terrestres que ainda não foram confirmados pelo presidente.
Especialistas apontam que a presença de tropas aumenta a capacidade de ação rápida contra alvos estratégicos. O plano inclui possíveis intervenções de forças especiais e unidades convencionais.
Quais são os impactos regionais?
O fechamento parcial do Estreito de Ormuz eleva o risco ao transporte global de energia. Aproximadamente um quinto do petróleo e gás mundial transita por essa passagem.
Países vizinhos intensificam suas declarações de apoio ou de mediação. O Paquistão se propôs a sediar novas conversas entre Washington e Teerã, enquanto a Turquia colabora em propostas para desbloquear a rota marítima.
Incidentes recentes incluem ataques a instalações israelenses, bases kuwaitianas e a um complexo industrial em Isfahan. Até o momento, não há registro de vítimas civis graves nos últimos ataques.
O que acontece agora?
As negociações previstas para os próximos dias podem definir se os EUA autorizarão a invasão terrestre. Enquanto isso, o Irã mantém suas forças de defesa em estado de alerta máximo.
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