Mounjaro (tirzepatida) terá seu preço reajustado a partir desta quarta‑feira (1º de abril), enquanto Ozempic e Wegovy (semaglutida) permanecem com os valores atuais. A decisão vem da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) após avaliação da Anvisa.

O fármaco Mounjaro é um agonista duplo de receptores GIP e GLP‑1, indicado para diabetes tipo 2 e controle de obesidade. Seu mecanismo combina estímulo à secreção de insulina e redução do apetite, posicionando‑o como concorrente direto de Ozempic e Wegovy.
O reajuste segue o teto regulatório definido pela CMED, que estabelece limites máximos de preço para cada medicamento. A Anvisa confirma que o novo valor ainda precisa ser formalizado antes de entrar em vigor.

Por que o reajuste de 1,13 % foi definido?
Os medicamentos anti‑obesidade foram classificados no nível 3, categoria destinada a produtos com pouca ou nenhuma concorrência. Nesse cenário, a CMED autoriza um aumento de até 1,13 % nos preços de fábrica.
Essa margem reflete a política de controle tarifário que busca equilibrar a sustentabilidade das indústrias farmacêuticas e o acesso dos pacientes. A classificação nível 3 inclui Mounjaro, Ozempic e Wegovy.
Como os preços são estruturados no Brasil?
Existem três faixas de preço: o preço de fábrica, o preço máximo ao governo e o preço praticado nas farmácias. Cada nível tem um teto distinto, regulado pela CMED.
- Preço de fábrica: valor definido pela empresa, atualmente sem aumento para Ozempic e Wegovy.
- Preço máximo ao governo: referência para compras públicas e programas de saúde.
- Preço ao consumidor: valor final cobrado nas drogarias, que pode variar dentro do teto permitido.
Os valores variam conforme a dosagem do princípio ativo e não incluem impostos como ICMS ou PIS/COFINS. Essa exclusão pode gerar diferenças perceptíveis no preço de prateleira.
Qual o impacto para o consumidor?
Com o aumento de 1,13 %, o preço final da caneta Mounjaro pode subir entre R$ 150 e R$ 300, dependendo da concentração. Embora pareça modesto, o efeito acumulado afeta pacientes que dependem do tratamento contínuo.
Para quem utiliza Ozempic ou Wegovy, a estabilidade de preços traz alívio imediato, mas a expectativa de futuros reajustes permanece. A Novo Nordisk ainda avalia a aplicação de índices de correção.
O que dizem as farmacêuticas?
Eli Lilly confirmou que seguirá o aumento permitido de 1,13 % para o Mounjaro, respeitando o limite da CMED. A empresa afirmou que o ajuste será aplicado ao preço de fábrica.
A Novo Nordisk informou que está analisando a resolução e ainda não decidiu sobre a aplicação do índice de reajuste para Ozempic e Wegovy. A companhia destaca que o preço de fábrica permanece inalterado por enquanto.
O que acontece agora?
O novo teto de preço será formalizado junto à CMED nas próximas semanas, e só poderá ser revisto novamente em março de 2027. Pacientes devem acompanhar as prescrições e conversar com farmacêuticos sobre alternativas de custo.

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