Eduardo Bolsonaro afirmou, durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) nos Estados Unidos, que "não tem medo" do ministro Alexandre de Moraes. A declaração foi feita em 29 de março de 2026, em evento que reúne lideranças da direita americana e brasileira.

A CPAC, realizada em Washington DC, funciona como palco de divulgação de estratégias eleitorais e de alianças internacionais. A presença de Eduardo Bolsonaro, ex‑deputado residente nos EUA desde fevereiro de 2025, reforça a busca por apoio externo ao campo conservador.

O parlamentar declarou que, caso a direita conquiste a maioria no Senado em 2026, haverá processo de impeachment contra Alexandre de Moraes. Segundo ele, os futuros senadores "impicharão" o ministro, acusando‑o de corrupção.

Qual é o plano político apresentado por Eduardo Bolsonaro?

Ele traçou um roteiro que inclui a destituição do ministro e a abertura de ação judicial contra ele no dia seguinte. O objetivo, segundo o ex‑deputado, seria "processar o ministro pela prisão e pelos crimes que cometeu".

Eduardo também prometeu mover uma ação judicial contra Moraes por supostos abusos cometidos ao processá‑lo por crimes que ele nega ter praticado. A proposta visa criar um precedente legal contra decisões do Judiciário.

Como se relaciona a situação de Eduardo Bolsonaro com o Judiciário?

O ex‑parlamentar relatou que tem contas bancárias bloqueadas e que seu passaporte foi retirado pelas autoridades brasileiras. Ele ainda perdeu o mandato de deputado federal por ausências após deixar o país.

Qual é a posição sobre o ex‑presidente Jair Bolsonaro?

Durante o discurso, Eduardo defendeu a concessão de anistia ao pai, Jair Bolsonaro, que cumpre pena de prisão desde 2025. O discurso também incluiu um apelo a aliados norte‑americanos para apoiar o campo conservador brasileiro.

Repercussão institucional no Brasil

As declarações provocaram respostas imediatas de diversas instituições. O Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não se pronunciou oficialmente, mas fontes indicam que o Conselho de Justiça de Direitos Humanos (CJDH) está monitorando o caso.

  • Portaria do STF sinaliza abertura de investigação preliminar sobre possíveis incitações ao crime de responsabilidade.
  • Liderança do Senado, representada pelo presidente Rodrigo Pacheco, alertou para a necessidade de respeito ao devido processo legal.
  • Gabinete do presidente Lula condenou "retórica que incentiva a ruptura institucional".
  • Principais veículos de imprensa destacaram a declaração como "escalada de tensão política".

O que acontece agora?

Se a direita alcançar a maioria no Senado nas eleições de 2026, o processo de impeachment contra Alexandre de Moraes poderá ser iniciado. O procedimento exigirá aprovação de dois terços dos senadores, seguida de julgamento no STF.

Paralelamente, Eduardo Bolsonaro pretende ingressar com ação judicial contra o ministro, o que poderá ser analisado pelos tribunais superiores. O desdobramento dependerá da composição do Congresso e das decisões judiciais nos próximos meses.

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