Mais de 9 milhões de pessoas devem ocupar as ruas dos EUA neste sábado, 28 de março de 2026, em protestos coordenados contra as políticas de Donald Trump. O movimento, batizado de "No Kings", reúne ativistas, artistas e líderes sindicais em todos os 50 estados.

O nome "No Kings" simboliza a rejeição ao autoritarismo que os organizadores atribuem ao atual governo. Surgiu em 2024 como resposta às primeiras decisões controversas de Trump sobre imigração e política externa.
Organizadores estimam mais de 3,1 mil manifestações espalhadas por todo o país.
- 9 milhões de manifestantes previstos
- 100 mil pessoas esperadas apenas em St. Paul, Minnesota
- Aprovação de Trump em torno de 40 %
- Mais de 50 cidades com concentrações superiores a 10 mil participantes

Por que a guerra no Irã está no centro das reivindicações?
Trump intensificou a retórica militar contra o Irã, ameaçando sanções econômicas e possíveis ataques aéreos. Essa postura alimenta temores de um conflito que poderia envolver aliados da OTAN e comprometer a segurança global.
O ICE, agência de imigração, voltou a ser alvo de críticas após duas mortes de cidadãos americanos em Minneapolis. Os tiros que mataram Renee Good e Alex Pretti reacenderam o debate sobre a violência policial e a política de deportação.
Quem são os rostos mais visíveis do movimento?
Bruce Springsteen abrirá o palco em St. Paul, interpretando "Streets of Minneapolis". A presença do rockstar reforça a ligação entre cultura e protesto.
Joan Baez, Jane Fonda e o senador Bernie Sanders também confirmarão presença, ao lado de lideranças sindicais. A diversidade de vozes indica um esforço coordenado entre esquerda institucional e movimentos de base.
Qual o histórico de mobilizações do No Kings?
Em junho de 2025, o No Kings organizou o "Dia da Resistência" simultaneamente em cidades dos EUA, Reino Unido, México e Alemanha. Na ocasião, mais de 7 milhões de pessoas protestaram contra o desfile militar de Trump em Washington.
Outubro de 2025 marcou outra onda, com 7,5 milhões de participantes em 18 de outubro. Esses eventos mostraram a capacidade de mobilização transnacional do movimento.
Qual o impacto nas próximas eleições de meio de mandato?
Com a aprovação de Trump oscilando em torno de 40 %, os democratas veem nos protestos uma oportunidade de ganhar terreno nas urnas. Pesquisas apontam que a participação massiva pode influenciar eleitores indecisos.
A Casa Branca desdenhou as manifestações, rotulando-as como "redes de financiamento de esquerda". Abigail Jackson, porta‑voz, afirmou que "as únicas pessoas que se importam são repórteres pagos".
Autoridades locais já aumentaram a presença policial e prepararam rotas de evacuação nas cidades mais críticas. O risco de confrontos permanece, mas organizadores garantem que o protesto será pacífico.

Compartilhe essa notícia no WhatsApp com seus amigos.
Discussão