Paulo Pimenta, líder do governo Lula na Câmara, ironizou os 22 votos contrários à PEC que elimina a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho.

Contexto histórico da PEC da jornada de trabalho
A proposta surge após décadas de pressão sindical por redução de carga horária. A Constituição de 1988 estabelece limite de 44 horas semanais, mas a informalidade da escala 6x1 persiste em setores produtivos.
Primeiro turno da votação
O plenário registrou 472 votos favoráveis e 22 contrários. O número de opositores foi associado por Pimenta ao número "22" usado nas campanhas de Jair Bolsonaro.
Segundo turno e aprovação final
Na segunda votação, a PEC foi aprovada por 461 a 19. O resultado consolidou a maioria governista e garantiu a continuidade da tramitação.
Principais alterações previstas na PEC
O texto propõe redução gradual da jornada: 42 horas após 60 dias e 40 horas em até 14 meses. Também oficializa a semana de cinco dias de trabalho, assegurando dois dias de descanso.
Cronologia da tramitação
- 27/05/2026 – Primeiro turno (472 a 22).
- 28/05/2026 – Segundo turno (461 a 19).
- 30/05/2026 – Envio ao Senado para nova análise.
Repercussão no mercado de trabalho
Analistas apontam que a redução pode estimular a geração de empregos formais. Empresas de pequeno porte manifestam preocupação com custos operacionais.
Reação de sindicatos e empregadores
Sindicatos celebram a medida como avanço para qualidade de vida. Representantes patronais pedem flexibilização e fase de adaptação.
Comparativo de jornada de trabalho
| Jornada Atual | Jornada Proposta |
| 44 horas semanais | 42 horas (até 60 dias) |
| Escala 6x1 | 40 horas (até 14 meses) |
Implicações constitucionais
A PEC altera o artigo 7º da Constituição, que trata da duração do trabalho. A mudança exige registro formal e atualização de normas trabalhistas.
Posicionamento dos 22 opositores
Os deputados que votaram contra citaram risco de aumento de informalidade. Pimenta ressaltou que o número "22" simboliza "contra a classe trabalhadora".
Próximos passos no Senado Federal
A proposta será debatida em comissões temáticas antes de votação plenária. Caso aprovada, segue para promulgação presidencial.
A Visão do Especialista
Especialistas em direito do trabalho preveem que a PEC, se mantida, exigirá ajustes significativos nas convenções coletivas. O prazo de transição de 14 meses pode mitigar impactos econômicos, mas a efetividade dependerá da capacidade de adaptação das empresas e da fiscalização dos órgãos competentes.
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