Os Houthis são um movimento armado iemenita, também chamado de Ansarallah, que recebeu apoio logístico e militar do Irã. Eles lançaram mísseis contra alvos israelenses em dezembro de 2025 e novamente em março de 2026, gerando alerta internacional.
Fundado na década de 1990 por Hussein al‑Houthi, o grupo surgiu como uma ala religiosa zaidita. O movimento buscava defender a minoria xiita zaidita contra a marginalização promovida pelo governo sunita iemenita.
Em 2014, os Houthis avançaram para a capital, Sanaa, e forçaram a fuga do presidente Hadi para a Arábia Saudita. Isso desencadeou a intervenção da coalizão saudita em 2015, iniciando uma guerra civil que já dura quase uma década.
Qual é o apoio do Irã aos Houthis?
Teerã fornece armas, drones e tecnologia de mísseis balísticos ao grupo desde 2014. Relatórios de inteligência apontam a entrega de minas marítimas, UAVs e componentes de foguetes que aumentaram o alcance das ofensivas.
Os Houthis integram o chamado "Eixo da Resistência", aliança que inclui Hamas e Hezbollah. Essa rede visa coordenar ataques contra Israel e interesses ocidentais no Oriente Médio.
Em dezembro de 2025 e novamente em março de 2026, os Houthis dispararam mísseis balísticos de médio alcance contra a região sul de Eilat. As defesas israelenses interceptaram os projéteis, sem vítimas ou danos materiais.
As Nações Unidas classificam o conflito iemenita como a pior crise humanitária do mundo. Mais de 250 mil mortes e milhões de deslocados reforçam a vulnerabilidade da população civil.
Como os ataques afetam o comércio marítimo?
Os lançamentos de drones e mísseis no Mar Vermelho ameaçam a rota marítima que movimenta 12 % do comércio global. O estreito de Bab‑el‑Mandeb, ponto crítico entre o Oceano Índico e o Mediterrâneo, tem sido alvo frequente.
Empresas como Maersk, Hapag‑Lloyd e BP suspenderam temporariamente suas operações no Mar Vermelho. O redirecionamento dos navios ao redor da África eleva custos de combustível e seguros.
- 1990 – Unificação do Iêmen.
- 2004 – Morte de Hussein al‑Houthi.
- 2014 – Tomada de Sanaa pelos Houthis.
- 2015 – Início da intervenção saudita.
- 2022 – Cease‑fire parcial, expirado em 2023.
- 2025/2026 – Ataques de mísseis contra Israel.
Qual é a resposta internacional?
Estados Unidos e Israel monitoram intensamente o desenvolvimento de tecnologia balística houthis. O Pentágono declarou que continuará a proteger rotas marítimas estratégicas.
Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos pressionam o Irã a cessar o apoio ao grupo. O Conselho de Segurança da ONU realizou sessões de emergência para discutir sanções adicionais.
O que acontece agora? Os Houthis afirmam estar prontos para "intervenção militar direta" caso a coalizão ocidental intensifique as hostilidades no Mar Vermelho.
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